A fabricante de anéis inteligentes Oura apresentou pedido de listagem à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. A empresa revelou que, nos últimos nove meses até 30 de junho deste ano, a receita aumentou para US$ 1,2 bilhão, frente a US$ 697 milhões no mesmo período do ano anterior. O documento também lista a capacidade de dados fisiológicos e modelos de IA como prioridades para expansão futura.
Receita e membros continuam a crescer
A empresa revelou que, no último ano, a Oura vendeu 3,6 milhões de anéis inteligentes e atualmente possui cerca de 5 milhões de membros pagantes. Membros pagantes referem-se a usuários que assinam seus serviços de saúde para obter métricas de saúde mais completas.
Os documentos mostram que a taxa média ponderada de retenção de membros da Oura em 12 meses é de aproximadamente 85%. Isso significa que cerca de 85% dos assinantes recém-adicionados em um determinado mês ainda permanecem pagantes um ano depois.
O objetivo de avaliação da IPO já foi revelado antecipadamente
Oura foi fundada em 2013, com sede originalmente na Finlândia e atualmente possui escritórios em São Francisco e outros locais. A mídia relatou no mês passado que a Oura planeja arrecadar cerca de US$ 3 bilhões por meio desta oferta pública.
A Bloomberg relatou anteriormente que a Oura busca uma avaliação de aproximadamente US$ 16 bilhões. Em outubro do ano passado, a avaliação da empresa era de cerca de US$ 11 bilhões. A Oura apresentou secretamente seu pedido de abertura de capital em maio deste ano e agora divulga publicamente mais dados operacionais.
IA e dados de saúde são focos de expansão
A empresa declarou nos documentos de solicitação que seus objetivos futuros não se limitam aos cenários tradicionais de rastreamento de atividade física e fitness em dispositivos vestíveis, mas também buscam expandir a colaboração com planos de seguro-saúde, empregadores e prestadores de serviços médicos.
Oura afirma que a empresa acumulou um grande e de alta qualidade conjunto de dados fisiológicos de longo prazo no campo da saúde do consumidor, abrangendo mais de 50 indicadores de saúde e bem-estar, totalizando quase 42 bilhões de horas de dados fisiológicos. Esses dados estão sendo utilizados para apoiar seus modelos de IA e aprendizado de máquina, a fim de melhorar a precisão, a capacidade de personalização e a capacidade preditiva na identificação de padrões fisiológicos complexos.
A capacidade de monitoramento do sono enfrenta controvérsias legais
No entanto, ao avançar com a listagem, a Oura enfrenta riscos legais. A empresa recentemente enfrentou uma ação coletiva proposta, na qual os autores alegam que ela enganou os usuários quanto à precisão do rastreamento do sono.
A queixa afirma que o anel Oura não consegue detectar diretamente os sinais fisiológicos necessários para determinar as fases do sono, mas sim depende de estimativas geradas por IA, que apresentam precisão insuficiente. A Oura negou as alegações e declarou que responderá à ação por meio dos procedimentos legais adequados.
