A maior empresa do mundo, Nvidia (capitalização de mercado de US$ 5,16 trilhões), acabou de divulgar um relatório de resultados do Q2 sem precedentes, incluindo uma receita histórica de US$ 96,2 bilhões ou crescimento de 106% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as estimativas de Wall Street de US$ 92,3 bilhões.
Principais destaques do relatório de resultados da Nvidia
Em termos de lucro por ação (LPA), a Nvidia registrou lucro ajustado de $2,22 por ação, mais uma vez superando as expectativas dos analistas de $2,09.
Conversas técnicas sugerem que esses números foram os maiores já divulgados por qualquer empresa na história, tornando-o possivelmente a maior evolução tecnológica de todos os tempos.
O CEO Jensen Huang chamou isso de “ponto de inflexão”, dizendo que a inteligência artificial (IA) tem forte impulso nos EUA e além. Ele acrescenta que atender a essa demanda é exatamente a razão pela qual a empresa desenvolveu seu modelo de supercomputador de IA前沿, Vera Rubin.
Diretrizes forward massivas
Segundo a empresa, os principais catalisadores de crescimento foram a demanda aumentada por seus data centers e unidades de processamento gráfico (GPUs). A receita dos data centers disparou 117% para US$ 89 bilhões, pois a Amazon Web Services (AWS) se comprometeu a comprar 2 milhões de GPUs da próxima geração, reforçando ainda mais a demanda empresarial.
Apesar das preocupações dos investidores com a redução dos gastos em IA, a Nvidia projeta um crescimento de 70% na receita para o ano fiscal completo de 2028.
No curto prazo, a empresa projeta $108 bilhões em receita para o Q3, um valor que levaria sua receita de 6 meses a um máximo de $204,2 bilhões.
Desempenho da ação NVDA
Após a notícia, as ações da Nvidia (NASDAQ: NVDA) caíram 4%. No entanto, os preços se recuperaram rapidamente, subindo 4,7% após o horário comercial para negociar a $219,53.

Em comparação com os quatro relatórios de resultados consecutivos anteriores, o mais recente quebrou um padrão de aumento na venda de ações apesar de números fortes.
No entanto, o gigante tecnológico observou que os custos de produção de servidores podem aumentar junto com os preços globais de chips de memória. A DRAM, em particular, deve subir 260% somente este ano. Esse aperto nos custos podia testar a rentabilidade da empresa nos próximos passos.
