A Nvidia acabou de relatar um trimestre que deixaria a maioria das empresas da Fortune 500 com inveja de um único mês. A gigante de GPUs registrou receita de US$ 96,2 bilhões em seu segundo trimestre fiscal de 2027, mais que dobrando os US$ 46,7 bilhões arrecadados no mesmo período do ano anterior. Isso representa um aumento de 106% em relação ao mesmo período do ano passado, e, de alguma forma, a empresa está dizendo aos investidores que o melhor ainda está por vir.
O lucro líquido segundo as GAAP atingiu US$ 59,7 bilhões, um aumento de 126% em relação ao ano anterior.
O motor do data center continua aumentando a rotação
A esmagadora maioria da receita da Nvidia veio do local esperado: centros de dados. Esse segmento gerou US$ 89,0 bilhões, um aumento de 117% em relação ao ano anterior. Ele agora representa aproximadamente 93% da receita total da empresa.
A Nvidia revelou que sua parceria com a Amazon Web Services se expandiu para incluir mais 2 milhões de GPUs, um número que ilustra a escala imensa de computação sendo implantada para cargas de trabalho de IA.
O CEO Jensen Huang descreveu o momento atual como um “ponto de inflexão” para a inteligência artificial. Essa frase é usada com frequência na tecnologia, mas quando é apoiada por um crescimento de receita de dígitos triplos e um backlog de compromissos de clientes superior a US$ 279 bilhões, o termo carrega um pouco mais de peso.
A plataforma Blackwell Ultra da Nvidia agora está ativamente implantada, e a empresa começou a enviar seu sistema de próxima geração Vera Rubin.
Orientação que pegou a Wall Street de surpresa
Os números que realmente chamaram a atenção vieram na seção de perspectivas. A Nvidia previu aproximadamente US$ 108 bilhões em receita para o terceiro trimestre fiscal, mais ou menos 2%.
Para o ano fiscal de 2028, a empresa projetou um crescimento de receita de aproximadamente 70%. Os analistas de Wall Street haviam modelado algo mais próximo de 45%.
As margens brutas permaneceram saudáveis em 75,0% no trimestre, tanto na base GAAP quanto na base não-GAAP. A Nvidia espera uma leve queda para cerca de 74,0% no próximo trimestre, mais ou menos 50 pontos básicos.
O lucro por ação diluído ficou em US$ 2,46 na base GAAP e US$ 2,22 não-GAAP. As ações subiram nas negociações pós-fechamento após o relatório.
As restrições de oferta permanecem a única nuvem
Apesar de todo o otimismo nos números, a Nvidia não está operando sem atritos. A escassez de componentes de memória e restrições mais amplas na cadeia de suprimentos continuam limitando a velocidade com que a empresa pode atender aos pedidos. O backlog de $279 bilhões em compromissos com clientes é tanto um testemunho da demanda quanto um lembrete de que a Nvidia literalmente não consegue produzir chips rapidamente o suficiente.
