Jensen Huang tem uma mensagem para Washington: pare de deixar roteiros de Hollywood escreverem políticas de IA.
O CEO da Nvidia sentou-se em 23 de julho para o que equivaleu a uma sessão pública de lobby direcionada especificamente aos formuladores de políticas dos EUA, argumentando que medos exagerados sobre inteligência artificial estão causando mais dano à competitividade americana do que a própria tecnologia jamais poderia. Sua tese central é simples: as pessoas que alertam que a IA acabará com a civilização estão se baseando em ficção científica, não em ciência.
O caso contra a regulamentação impulsionada pelo pânico
Huang não economizou palavras sobre o grupo do fim do mundo.
O fato de que isso será o fim da humanidade é pura bobagem.
Mas a frustração de Huang não era apenas filosófica. Ele alertou especificamente que a administração Trump poderia "exagerar" na política de IA, criando um ambiente regulatório no qual concorrentes poderiam usar a retórica de segurança para obter vantagens.
Seu timing não foi acidental. No mesmo dia em que Huang fez suas observações, o Secretário do Tesouro Scott Bessent estava emitindo ameaças de sanções contra modelos chineses de IA.
Huang argumentou que Washington deveria consultar uma gama mais ampla de partes interessadas, em vez de depender das perspectivas de um pequeno grupo de CEOs.
O cenário de trilhões de dólares
Em março de 2026, ele projetou uma demanda de aproximadamente US$ 1 trilhão em chips até 2027. Isso reflete o apetite insaciável por poder de computação impulsionado pelo treinamento, inferência e implantação de IA em praticamente todos os setores.
A Nvidia tem sido alvo de maior escrutínio quanto às exportações de seus chips para empresas chinesas, com possíveis investigações pairando sobre ela. Enquanto isso, empresas chinesas como a Moonshot AI têm lançado modelos de IA de código aberto competitivos, minando a suposição de que controles de exportação sozinhos podem manter a superioridade tecnológica dos EUA.
Huang tem defendido consistentemente regulamentações federais unificadas de IA, em vez de um conjunto fragmentado de regras estaduais. Um quadro federal coerente daria às empresas um único conjunto de regras para seguir.
