O co-fundador do NEAR Protocol e CEO da NEAR Foundation, Illia Polosukhin, abriu uma nova conversa sobre governança que pode redesenhar como a rede financia seus bens públicos — e como sua tokenômica evolui. Em 3 de ago, Polosukhin propôs a criação de um fundo soberano ao nível do protocolo, inicialmente abastecido com cerca de 30 milhões de NEAR (aproximadamente $57 milhões, a um preço de token de cerca de $1,80). A ideia: direcionar a receita atual e futura do protocolo para um tesouro denominado em NEAR, que preserve o principal e utilize parte de seus retornos para financiar segurança da rede, suporte a validadores, provedores de computação multipartidária (MPC) e outros bens públicos. Como funcionaria - O fundo proposto combinaría o tesouro atual do protocolo, a receita já arrecadada e os fluxos de receita futuros selecionados por meio da governança. - Em vez de gastar ou queimar imediatamente os ativos recebidos, o tesouro manteria NEAR e aplicaria o capital em estratégias geradoras de rendimento, a serem definidas posteriormente pela governança. - O rendimento seria medido em NEAR e usado para cobrir custos recorrentes da infraestrutura e dos serviços públicos da rede. Por que a mudança Polosukhin apresentou a ideia como semelhante a fundos soberanos ou fundações universitárias: preservar uma base de capital e gastar uma porção dos retornos anualmente. Ao contrário desses modelos, o fundo do NEAR manteria o token nativo da rede e mediria os retornos em NEAR. Ele argumentou que queimar a receita de taxas só proporciona uma redução temporária na oferta. Ao adquirir NEAR e gerar rendimento contínuo, o protocolo poderia criar uma fonte de financiamento sustentável que — se bem-sucedida — poderia permitir reduções graduais na inflação e até um caminho rumo a uma oferta fixa de tokens. Polosukhin enfatizou que a postagem no fórum é uma proposta de discussão, não uma decisão final. Contexto na tokenômica do NEAR A proposta do fundo se baseia em movimentos recentes na tokenômica: o NEAR reduziu a inflação de cerca de 5% para aproximadamente 2,5% no final de 2025 e, em fevereiro de 2026, ativou um interruptor de taxas “Intents” que direciona a receita para compras de NEAR. O fundo soberano seria o próximo passo ligando a geração de taxas à gestão de tesouraria de longo prazo. Perguntas e riscos levantados pela comunidade A proposta não especifica estratégias de rendimento, e as primeiras respostas no fórum destacaram vários trade-offs importantes: - Os recompensas de staking vêm em grande parte da emissão de tokens, não de receita externa, então depender apenas do staking pode não gerar o rendimento externo pretendido. - Tesouros on-chain grandes podem comprimir retornos no DeFi ou introduzir distorções de mercado se a liquidez for insuficiente para absorver o capital. - Empréstimos, liquidez detida pelo protocolo, estratégias alavancadas e outras táticas de rendimento adicionam riscos contrapartes, de contrato inteligente, de liquidação e de mercado. Membros da comunidade pediram limites de exposição, supervisão independente e relatórios transparentes de desempenho comparados a um benchmark denominado em NEAR. Governança e próximos passos A House of Stake, órgão de governança econômica do NEAR responsável pela gestão do tesouro, inflação, taxas e design de incentivos, desempenharia um papel central, mas a proposta ainda não entrou em votação formal. Polosukhin convidou validadores, detentores de tokens e partes interessadas a comentar por duas semanas; os apoiadores poderiam então redigir parâmetros detalhados de governança e uma proposta formal. Nenhuma data de lançamento, meta de rendimento, alocação de ativos ou fórmula final de gastos foi definida. Vínculos com o roadmap mais amplo A proposta do fundo soberano segue outros esforços do NEAR para vincular o uso da rede à demanda por tokens — por exemplo, pagamentos baseados em staking que convertem tokens bloqueados em créditos mensais de computação AI — e a posição do protocolo do sistema Intents e do NEAR como infraestrutura de liquidação para atividades cross-chain e agentes autônomos de IA. Essas iniciativas poderiam gerar fluxos adicionais de taxas, mas seu potencial de receita de longo prazo permanece incerto. Conclusão: O fundo soberano é uma tentativa ambiciosa de transformar a receita de taxas em um fundo duradouro, denominado em NEAR, para bens públicos e segurança da rede. Ele atraiu apoio e escrutínio iniciais; o debate da comunidade e as escolhas subsequentes no design da governança determinarão se ele se tornará um pilar da tokenômica do NEAR ou permanecerá como uma ideia exploratória.
NEAR propõe fundo soberano de US$ 57 milhões para financiar bens públicos por meio da rentabilidade do token
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O co-fundador do NEAR Protocol, Illia Polosukhin, propôs um fundo soberano de US$ 57 milhões para direcionar taxas do protocolo para um fundo endowment denominado em NEAR voltado a bens públicos. O fundo, que combina receitas existentes e futuras, tem como objetivo manter tokens NEAR e gerar rendimento para apoiar a segurança da rede, validadores e provedores de MPC. A proposta, ainda em discussão, planeja usar os retornos para potencialmente reduzir a inflação. Membros da comunidade levantaram preocupações sobre os riscos da estratégia de rendimento e liquidez. A House of Stake liderará a governança, com um período de dois semanas para comentários públicos antes da votação. A medida está alinhada com outras notícias sobre lançamento de tokens e sinaliza novo interesse em listagens de novos tokens.
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