CEO da Nansen: O bitcoin pode atingir US$ 1 milhão até 2030 — e pode nunca cair abaixo de US$ 60 mil Alex Svanevik, co-fundador e CEO da empresa de análise on-chain Nansen, disse ao crypto.news que acredita que o bitcoin pode alcançar US$ 1 milhão até 2030 — e, em sua opinião pessoal, pode “nunca mais cair abaixo de US$ 60.000”. Seu argumento baseia-se menos em um único catalisador e mais em tendências macroeconômicas sustentadas: aumento da liquidez global, gastos governamentais contínuos e expansão persistente da oferta monetária. Por que US$ 1 milhão? A história da oferta e o cenário macroeconômico - Svanevik apresenta o bitcoin como um ativo monetário alternativo aos sistemas em que bancos centrais e tesouros podem criar moeda à vontade. Ele argumenta que o limite máximo de 21 milhões de moedas do bitcoin o torna especialmente atraente à medida que mais dinheiro busca ativos com oferta limitada. - Ele aponta para um padrão de ciclos de quatro anos e mínimos mais altos — frequentemente associados aos halvings, que reduzem as recompensas dos mineiros e a nova oferta. O próximo halving está previsto para 2028, reduzindo a emissão nova antes do horizonte de 2030. - “Quanto maior a oferta monetária circulante, em sentido amplo, mais alto o bitcoin sobe”, disse Svanevik, incentivando os investidores a verem o BTC como um contraponto à expansão dos bancos centrais e das políticas fiscais. Como isso se compara a outras previsões - Uma recente análise do crypto.news sobre previsões para 2025 colocou muitas estimativas para 2030 entre US$ 250.000 e US$ 500.000. Os cenários da ARK Invest variam amplamente: otimista em US$ 1,5 milhão, base em torno de US$ 700.000 e pessimista próximo a US$ 300.000. - Svanevik observa que metas de preço que antes pareciam absurdas (por exemplo, US$ 100.000 em anos anteriores) parecem mais plausíveis quando a unidade de conta muda devido à desvalorização monetária. O “piso” de US$ 60.000 — afirmação ousada, contrapontos reais - A visão de Svanevik de que o BTC não voltará abaixo de US$ 60.000 baseia-se em uma série de “mínimos mais altos” induzidos por ciclos, aumento da demanda de varejo e institucional, e impressão contínua de dinheiro. - Mas os mercados já testaram esse nível: o bitcoin chegou a operar brevemente abaixo de US$ 60.000 em fevereiro de 2026 e enfrentou nova pressão até junho. Em 3 de ago, o BTC caiu abaixo de US$ 63.000 devido a saídas de ETFs, preocupações com segurança e incerteza regulatória nos EUA, chegando a operar próximo a US$ 62.556 em um momento. - O experiente trader Peter Brandt ofereceu uma leitura técnica mais cautelosa, alertando para uma possível movimentação em direção a US$ 58.000 se o BTC não recuperar a resistência-chave — uma projeção condicional, e não uma recomendação de negociação. Fluxos institucionais e adoção: evidências e volatilidade - Svanevik espera aumento da inclusão de carteiras de varejo e institucional — uma tendência visível nos ETFs spot de bitcoin listados nos EUA, que permitem aos investidores obter exposição ao BTC sem detentar chaves privadas. - Os fluxos dos ETFs têm sido voláteis: final de maio de 2026 registrou nove sessões consecutivas de retiradas líquidas (~US$ 2,8 bilhões), com o iShares Bitcoin Trust da BlackRock responsável por cerca de US$ 2,04 bilhões. Maio encerrou com aproximadamente US$ 2,43 bilhões em saídas líquidas. O sentimento então mudou: as cinco sessões até 7 de ago geraram mais de US$ 850 milhões em entradas, o maior volume semanal desde abril. - Algumas divulgações institucionais apontam para adoção: a Clear Creek Financial Management relatou cerca de US$ 10,4 milhões em três ETFs de bitcoin em seu último Formulário 13F (incluindo US$ 9,69 milhões no BITB da Bitwise). Observe que os arquivos 13F são retroativos e excluem caixa, vendas descobertas e alguns ativos. O que US$ 1 milhão de BTC significaria — e os riscos - Um BTC a US$ 1 milhão implica uma capitalização de mercado totalmente diluída próxima a US$ 21 trilhões (limite máximo de 21 milhões de moedas), embora a oferta circulante ainda esteja abaixo do máximo em 2030. - Svanevik não faz uma garantia: sua tese depende da continuação da expansão monetária, aumento da adoção em carteiras e ausência de ameaças existenciais ao papel monetário do bitcoin. - Riscos contrários incluem restrições regulatórias, queda na liquidez, demanda institucional mais fraca e resgates rápidos de ETFs — todos capazes de desviar o caminho para os sete dígitos. Conclusão Svanevik vê uma narrativa clara: criação contínua de dinheiro somada à oferta fixa do bitcoin e à crescente adoção institucional podem elevar o BTC aos sete dígitos até o final da década. É um cenário otimista, impulsionado por fatores macroeconômicos — um que muitos analistas consideram possível, mas longe de certo, e que permanece vulnerável aos ciclos do mercado, fluxos e regulamentação. Como Svanevik disse: “Não há nada que sugira que vamos parar de imprimir dinheiro… em 2030, acho que um milhão de dólares por bitcoin está definitivamente dentro do âmbito da possibilidade.”
CEO da Nansen prevê bitcoin de US$ 1 milhão até 2030, diz que o BTC pode nunca cair abaixo de US$ 60 mil
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Notícias sobre bitcoin: O CEO da Nansen, Alex Svanevik, prevê que o bitcoin pode atingir US$ 1 milhão até 2030 e pode permanecer acima de US$ 60.000. Sua análise do bitcoin aponta para tendências macroeconômicas como liquidez global e oferta limitada do bitcoin. Ele cita a redução de 2028 e o aumento do interesse institucional como principais impulsionadores. Quedas passadas e riscos regulatórios permanecem como preocupações.
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