Nakamoto vendeu 284 BTC para “manter as luzes acesas”, conforme revelado nos resultados do primeiro trimestre — um retrato nítido de quão longe o modelo de tesouraria em cripto caiu para algumas empresas. Principais números e movimentos: - Em 31 de março, a Nakamoto liquidou 284 Bitcoin para cobrir despesas operacionais. - Prejuízo líquido no Q1: US$ 238 milhões. Cerca de US$ 102 milhões desse prejuízo vieram de uma queda de 20% no preço do Bitcoin durante o trimestre, que afetou o valor das participações da empresa. - A receita aumentou aproximadamente 500% em relação ao trimestre anterior, mas os ganhos foram superados pelos reajustes de valor e outras perdas. - Bitcoin no balanço patrimonial: 5.058 BTC — a 20ª maior detenção corporativa mundial, logo atrás da ProCap Financial. A MicroStrategy, liderada por Michael Saylor, permanece como a maior detentora corporativa, com mais de 843.000 BTC. Luta para permanecer na Nasdaq A Nakamoto agora enfrenta uma batalha imediata, não criptográfica: manter sua listagem na Nasdaq. A exchange alertou a empresa em dezembro passado após seu preço de ação ter ficado abaixo de US$ 1 por 30 dias úteis consecutivos. O prazo de conformidade é 8 de junho. Para atender aos requisitos de listagem, os acionistas aprovaram uma divisão reversa de 1 para 40, que entrará em vigor em 22 de maio de 2026. Isso consolidará cada 40 ações em uma única ação e reduzirá o número total de ações de cerca de 696 milhões para aproximadamente 17,4 milhões. A divisão não altera a capitalização de mercado da empresa — apenas aumenta o preço por ação na tentativa de superar o limiar de listagem da Nasdaq. Reação do mercado A ação da Nakamoto permanece profundamente desvalorizada. Fechou em US$ 0,16 na quarta-feira, queda de cerca de 7,5% no dia e mais de 99% abaixo do preço de um ano atrás. A divisão reversa é uma solução superficial que pode comprar tempo, mas não resolve o problema subjacente de liquidez e o impacto dos preços voláteis de cripto sobre o modelo de tesouraria. Contexto mais amplo do setor Os desafios da Nakamoto ecoam uma desaceleração mais ampla nas empresas de tesouraria cripto desde 2025. Muitas estão negociando abaixo do valor das criptomoedas em seus balanços, e algumas começaram a liquidar Bitcoin para pagar dívidas e cobrir custos. Por exemplo, a Genius Group vendeu toda sua reserva de 84 BTC em fevereiro para reduzir passivos. Conclusão O que começou como uma acumulação agressiva de BTC como estratégia de valor transformou-se, para a Nakamoto, em vendas defensivas e reestruturação corporativa. Permanece incerto se uma divisão reversa e vendas de ativos a curto prazo serão suficientes para estabilizar a empresa — e restaurar a confiança dos investidores — diante da pressão contínua sobre as tesourarias cripto.
Nakamoto vende 284 BTC para cobrir prejuízos do Q1 e enfrenta delisting da Nasdaq
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Nakamoto vendeu 284 BTC para cobrir prejuízos do Q1, enquanto o preço do BTC permanece sob pressão. A empresa relatou um prejuízo líquido de US$ 238 milhões e agora enfrenta delisting da Nasdaq após 30 dias abaixo de US$ 1. Os acionistas aprovaram uma divisão reversa de 1 para 40, efetiva em 22 de maio de 2026. A ação da Nakamoto fechou em US$ 0,16, queda de 7,5% no dia. A empresa detém 5.058 BTC, classificada em 20º lugar globalmente. Altcoins para acompanhar podem atrair atenção à medida que investidores buscam alternativas em meio à volatilidade do mercado.
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