Várias blockchains testam esquemas resistentes a quantum amid preocupações crescentes

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Notícias sobre ativos digitais destacam os crescentes esforços da blockchain para combater ameaças quânticas. O Solana’s Anza e o Firedancer estão testando assinaturas Falcon, enquanto o NEAR trabalha em disputas de propriedade de ativos. Notícias on-chain mostram que o NIST impulsiona transições antecipadas para criptografia pós-quântica.
Relatório do CoinWorld:

A discussão sobre a possibilidade de computação quântica romper os sistemas criptográficos atuais impulsionou novamente o setor cripto a implementar soluções de proteção antecipadas. Com o conceito de "Q-Day" ganhando força, equipes de desenvolvimento de blockchains públicas, instituições de pesquisa e órgãos normativos estão acelerando os preparativos para a migração pós-quantum, com foco em carteiras, nós de validação, exchanges, pontes intercadeia e instituições custodiantes.

Solana begins testing new signing tool

Os clientes de validação do ecossistema Solana, Anza e Firedancer, já iniciaram os testes do esquema de assinatura Falcon. Trata-se de uma ferramenta de assinatura digital projetada para cenários resistentes a computadores quânticos, com o objetivo de fornecer uma alternativa para a rede quando o sistema atual de criptografia de chave pública eventualmente se tornar obsoleto.

A equipe relacionada afirmou que essas ferramentas podem ser ativadas conforme necessário e não devem causar carga significativa no desempenho da rede. A Jump Crypto mencionou que o tamanho da assinatura do Falcon-512 é menor do que parte dos padrões pós-quantum já selecionados, ajudando a controlar o uso de armazenamento e minimizar o impacto na velocidade da rede.

NEAR foca na controvérsia sobre a propriedade de ativos

Diferentemente do Solana, que se concentra mais na proteção da rede, a equipe de pesquisa do NEAR destaca como risco principal a propriedade dos ativos. O Near One acredita que ataques quânticos não apenas podem expor chaves privadas, mas também provocar controvérsias sobre “quem é realmente o proprietário” após os fundos roubados serem rapidamente transferidos na cadeia.

Anton Astafiev, chefe de tecnologia da Near One, afirmou que, uma vez que atacantes utilizem capacidades quânticas para falsificar transações válidas, a rede poderá ter dificuldade em determinar, com base apenas nos registros na cadeia, se a transferência veio do verdadeiro proprietário ou do atacante. A equipe planeja lançar uma versão de teste baseada em assinaturas pós-quanticas FIPS-204 até o final do segundo trimestre de 2026.

O NIST já impulsionou a migração antecipada

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) já lançou três padrões de criptografia pós-quantum e recomenda que as instituições relacionadas iniciem a migração o mais rápido possível. Sua avaliação é que os algoritmos de criptografia atualmente amplamente utilizados podem enfrentar riscos de quebra futuros devido ao cálculo quântico, portanto, não se deve esperar até que a ameaça se torne real para agir.

O NIST também recomenda que diversas instituições primeiro mapeiem os sistemas que ainda utilizam algoritmos vulneráveis e, em seguida, elaborem planos de atualização. Para o setor de criptomoedas, isso significa que carteiras, nós de validação, exchanges, pontes intercadeia e provedores de custódia precisam se preparar para rotas de substituição a longo prazo.

O risco ainda não se materializou, mas os preparativos já começaram antecipadamente

Atualmente, ainda não existem computadores quânticos capazes de quebrar em larga escala os principais sistemas criptográficos, mas as preocupações da indústria passaram da discussão teórica para a preparação técnica. Um risco frequentemente mencionado é “coletar primeiro, decifrar depois”, ou seja, atacantes armazenam dados que não podem ser quebrados hoje e os decifram no futuro, quando a capacidade quântica estiver madura.

Essa é também a razão pela qual várias blockchains estão testando antecipadamente soluções resistentes à computação quântica. Para redes blockchain, o risco quântico não diz respeito apenas à segurança das chaves privadas de carteiras, mas também à validade das transações, à identificação da propriedade de ativos e à capacidade contínua de funcionamento de todo o sistema na cadeia.

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