Dados de pesquisa indicam que a atividade de negociação de criptomoedas no Oriente Médio e Norte da África aumentou significativamente nos últimos anos. O Bitcoin Policy Institute estima que o volume anual de transações na cadeia passou de cerca de US$ 100 bilhões em 2022 para cerca de US$ 350 bilhões entre 2025 e 2026, demonstrando que a região se tornou um dos mercados de criptomoedas de crescimento mais rápido do mundo.
A Turquia ainda é o maior mercado
Do ponto de vista do volume de negociação, a Turquia continua sendo o maior mercado de criptomoedas do Oriente Médio e Norte da África. O relatório menciona que, até meados de 2025, o volume anual de negociação na Turquia atingiu cerca de US$ 200 bilhões. A desvalorização contínua do lira e a pressão inflacionária são consideradas razões importantes para os usuários locais migrarem para stablecoins em dólar.
Os Emirados Árabes Unidos processaram transações de criptomoedas superiores a US$ 56 bilhões entre 2024 e 2025, um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Parte desse crescimento foi impulsionada principalmente por transferências institucionais. De acordo com os dados citados no texto, USDT e USDC juntos representam aproximadamente 30% das atividades de ativos digitais nos Emirados Árabes Unidos.
A Arábia Saudita tem o crescimento mais rápido, mas ainda possui restrições
Em termos de crescimento, a Arábia Saudita lidera a região com uma taxa de crescimento anual de 154%; o Catar segue com 120%. No entanto, o Fundo Monetário Internacional confirmou, durante as consultas de 2026, que a Arábia Saudita ainda proíbe formalmente as transações de criptomoedas.
Mesmo assim, os negócios de ativos digitais da Arábia Saudita não pararam. O relatório aponta que cerca de 93% do volume de transações locais provêm de transferências individuais superiores a US$ 10.000, indicando que o mercado é principalmente impulsionado por capital institucional, e não por negociações varejistas. Atualmente, a Arábia Saudita prefere avançar na construção de infraestrutura para ativos digitais dentro de um quadro de estabilidade financeira, soberania monetária e proteção ao consumidor.
O caminho regulatório continua a se divergir
O Catar lançou um quadro para ativos digitais em 2024, abrangendo áreas como tokenização, custódia, trocas, transferências e contratos inteligentes, oferecendo às empresas um caminho regulatório mais claro. Em comparação com a abordagem restritiva da Arábia Saudita, o Catar se aproxima mais do modelo de estabelecer regras primeiro, antes de introduzir negócios.
Os Emirados Árabes Unidos continuam a reforçar seu status como centro regional de ativos digitais. O texto destaca que as stablecoins se tornaram uma ferramenta essencial para as instituições locais conectarem a finança tradicional às redes criptografadas. Ampliando para toda a região do Oriente Médio e Norte da África, as stablecoins atualmente representam cerca de 45% a 52% de toda a atividade cripto, superando a participação do Bitcoin.
Pagamentos transfronteiriços e fatores de conflito
Em termos de infraestrutura, a Arábia Saudita juntou-se ao projeto mBridge, apoiado pelo BIS, em 2024. O projeto testa principalmente a aplicação de moedas digitais de banco central no pagamento interbancário entre instituições financeiras, refletindo a abertura da Arábia Saudita às infraestruturas subjacentes a ativos digitais, mas mantendo restrições às transações de criptomoedas no varejo.
A report também mencionou que, durante o conflito entre Israel e o Irã em junho de 2025, o Bitcoin caiu temporariamente cerca de 2,3% para US$ 105.200, enquanto o Ethereum caiu cerca de 7,5%. No entanto, a participação de mercado do Bitcoin aumentou para 64,8% no mesmo período, indicando que, em momentos de maior volatilidade do mercado, os fundos tendem a fluir para ativos com maior liquidez e consenso.

