Michael Saylor, fundador da empresa de maior detenção de Bitcoin, Strategy, publicou um artigo longo intitulado “Bitcoin Reform: The Decline of Orthodoxy and the Rise of Digital Capital”, argumentando que o Bitcoin está passando de uma crença na rede inicial para uma estrutura moderna capaz de suportar o capital global. Ele propõe ideias de reforma que incluem: Satoshi Nakamoto é o fundador, não um profeta; o whitepaper é uma base técnica, não uma constituição final; o auto-custódio é um direito, não uma obrigação; a confiança deve ser gerida através da distinção de contrapartes benéficas, e ele se opõe à classificação geral de produtos de exchanges e ações corporativas como “Bitcoin de papel”. Saylor também prevê que a próxima fase do Bitcoin será uma transformação em capital digital, com mercados-alvo que abrangem ações globais, renda fixa e ouro, entre outros ativos globais.
(Prévia: Michael Saylor: os EUA devem adquirir entre 5% e 25% do total de Bitcoin até 2035, e o futuro Departamento do Tesouro pode arrecadar US$ 1 trilhão por ano)
(Informação de contexto: Satoshi Nakamoto criou uma economia imortal! Entrevista de 10.000 palavras com Michael Saylor: Destruir as chaves privadas do Bitcoin após a morte é uma forma de caridade descentralizada final)
A era de "fé" do Bitcoin está passando por uma renovação. Em 25 de agosto, Michael Saylor, fundador da Strategy, a maior empresa cotada em Bitcoin, publicou um artigo longo na plataforma X intitulado "Reforma do Bitcoin: O Declínio da Ortodoxia e o Surgimento do Capital Digital", apresentando sua visão completa sobre a próxima fase do Bitcoin: aos olhos de Saylor, o Bitcoin está passando da "fé da rede inicial" para uma estrutura financeira moderna capaz de suportar o capital global.
Ele propôs a ideia central da "reforma do Bitcoin", invertendo de uma só vez a percepção que muitos tinham sobre o Bitcoin: Satoshi Nakamoto é um "fundador", não um "profeta"; o whitepaper é uma "base técnica", não uma "constituição final"; o autocontrole é um "direito", não uma "obrigação"; a confiança não precisa ser totalmente rejeitada, mas gerenciada através da distinção de contrapartes benéficas. Ele também não concorda em rotular todos os instrumentos financeiros — desde ETFs até ações corporativas — como "papel cripto".
De "dinheiro eletrônico ponto a ponto" a "infraestrutura de capital digital"
Saylor posiciona o próximo estágio do Bitcoin como uma "transição de capital digital", visando um mercado-alvo que abrange centenas de bilhões de dólares em ativos globais, como ações, renda fixa e ouro. Em seu plano, o Bitcoin não será mais apenas o "dinheiro eletrônico ponto a ponto" definido originalmente no whitepaper de Nakamoto, mas evoluirá para se tornar a infraestrutura subjacente que sustenta todo o mercado de capital digital.
Por que lançar agora o "argumento da reforma"?
Por trás deste discurso está a transição da Strategy, nos últimos anos, de uma empresa de software para um detentor de ativos em Bitcoin. Da ideia de que “autocustódia é um direito, não uma obrigação” para “gerenciamento de confiança contraparte”, Saylor busca levar o Bitcoin além da crença inicial de adoção acelerada, para um quadro de ativo acessível tanto a instituições quanto a governos — oferecendo, assim, um mapa mais macro para esta onda de ativos digitais.
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