Michael Burry aumenta sua posição vendida contra a Nvidia, alvejando o setor de semicondutores

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Michael Burry aprofundou sua tendência de baixa contra a Nvidia, adicionando posições curtas em Applied Materials, Micron e Tesla. A Scion Asset Management relatou entre US$ 186,6 milhões e US$ 187 milhões em opções de venda sobre a Nvidia para o Q3 de 2025, com expansão adicional até julho de 2026. A tese de baixa de Burry centra-se em hiperscalers como Microsoft e Google alongando os prazos de depreciação, o que pode distorcer o impacto econômico real da inovação em chips. Sua operação de venda curta no ETF iShares Semiconductor (SOXX) sinaliza uma tendência de baixa em todo o setor. A movimentação está alinhada com uma recente queda no índice medo e ganância, refletindo cautela ampla no mercado.

Michael Burry, o investidor que se tornou um nome familiar por prever corretamente a crise imobiliária de 2008, está expandindo sua posição curta contra a Nvidia, adicionando opções de venda inicialmente divulgadas no final de 2025 e ampliando sua tese de baixa em todo o setor de semicondutores.

O escopo da aposta baixista de Burry

A Scion Asset Management de Burry divulgou pela primeira vez opções de venda de NVDA avaliadas em aproximadamente US$ 186,6 a 187 milhões no Q3 de 2025, equivalente a cerca de 1 milhão de ações. Suas divulgações de julho de 2026 mostram que ele intensificou ainda mais a posição curta na Nvidia, além de iniciar ou expandir posições de venda nas empresas Applied Materials (AMAT), Micron (MU), Tesla (TSLA), Caterpillar (CAT) e no ETF iShares Semiconductor (SOXX).

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Os anúncios de gastos em chips coreanos supostamente influenciaram algumas dessas movimentações. As ações da Nvidia negociaram aproximadamente 5% mais baixas em comparação com o dia inicial do anúncio curto em novembro de 2025. Para contexto, sua posição na Palantir no mesmo relatório do Q3 2025 era de aproximadamente US$ 912 milhões, tornando seu short na Nvidia significativo, mas não seu maior posicionamento naquele momento.

A tese de desvalorização

A tese de Burry centra-se na ideia de que hyperscalers, incluindo Microsoft e Google, representam aproximadamente 50% da receita da Nvidia em data centers. A particularidade específica que ele identificou é sobre como esses clientes contabilizam os chips que compram: esses hyperscalers têm estendido os prazos de depreciação de sua infraestrutura de chips, fazendo com que as despesas pareçam menores a cada trimestre, enquanto os ativos envelhecem na mesma taxa.

Burry argumenta que os avanços na tecnologia de chips são tão rápidos que uma GPU comprada hoje pode estar funcionalmente obsoleta em três anos, mesmo sendo depreciada por seis, criando uma lacuna entre a realidade contábil e a realidade econômica. Se os hiperscalers eventualmente enfrentarem esse descompasso por meio de depreciações ou redução de pedidos futuros, a receita da Nvidia pode sofrer um impacto que as atuais valorações não refletem.

Por que os investidores devem prestar atenção

A expansão de Burry para fazer short de SOXX, juntamente com ações individuais como Micron e Applied Materials, sugere que ele vê a possível contração como setorial, e não específica da Nvidia. Também vale notar que Burry desregistrou a Scion Asset Management, o que adiciona uma camada de opacidade ao rastreamento de seus futuros movimentos. As posições divulgadas em julho de 2026 já podem ter evoluído.

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