Marcelo Gallardo, possivelmente o técnico mais laureado do futebol sul-americano na última década, concordou em assumir a seleção equatoriana em um contrato de quatro anos que se estende até a Copa do Mundo de 2030.
A nomeação, finalizada em 4 de setembro após cerca de um mês de negociações, marca a primeira experiência de Gallardo na gestão internacional. Também representa a contratação de treinador mais ambiciosa do Equador nos últimos tempos, com a Federación Ecuatoriana de Fútbol (FEF) supostamente comprometida a um salário anual superior a US$ 3 milhões, com o pacote total de treinamento, incluindo equipe, projetado em cerca de US$ 5 milhões.
De Núñez para Quito
Durante sua legendaria passagem pelo River Plate, que durou mais de oito anos em seu primeiro período, ele conquistou 14 títulos. Esse total incluiu campeonatos nacionais e troféus continentais que consolidaram o River como a principal força do futebol sul-americano por um período prolongado.
Gallardo deixou o River Plate em fevereiro de 2026, e o cargo no Equador representa seu retorno ao banco de reservas.
O presidente da FEF, Francisco Egas, desempenhou papel central na concretização do acordo. As negociações teriam avançado até o final de agosto e início de setembro antes das duas partes chegarem a um acordo.
O carrossel de treinadores do Equador e a conexão argentina
A nomeação de Gallardo continua um padrão do Equador recorrer a técnicos argentinos para o cargo principal. Seus antecessores, Gustavo Alfaro e Sebastián Beccacece, ambos provenientes da Argentina. Ambos também enfrentaram o mesmo destino: eliminação na fase de grupos nas respectivas Copas do Mundo.
O caminho para 2030
A estreia de Gallardo no banco da Equador está prevista para 24 de setembro, em um amistoso contra a Coreia do Sul. Esse jogo será seguido pelo torneio Copa Kirin no Japão no início de outubro.
O plano de longo prazo é construído em torno de dois grandes torneios: a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, sediada conjuntamente pela Espanha, Portugal e Marrocos (com partidas do centenário no Uruguai, Argentina e Paraguai).
O compromisso financeiro da FEF destaca o quanto o Equador está levando este ciclo a sério. Um pacote total de treinamento na faixa de US$ 5 milhões representa um gasto significativo para uma federação sul-americana fora do Brasil e da Argentina.
