A Ledger está lançando o Wallet 4.0, uma atualização abrangente do seu aplicativo tudo-em-um de criptomoedas, que visa tornar a autogestão mais parecida com uma plataforma de negociação, sem abandonar o modelo de segurança baseado em hardware da empresa.
A atualização começa com uma liberação limitada agora, com recursos adicionais programados para chegar em abril de 2026. A Ledger afirma que a nova versão traz navegação mais rápida, ferramentas de portfólio atualizadas, recursos de ganho expandidos, taxas de troca mais claras e notificações de transações em tempo real, mantendo ações sensíveis vinculadas a um assinante Ledger.
O lançamento se baseia em uma mudança de produto que a Ledger divulgou pela primeira vez no Ledger Op3n, em Paris, em 22 e 23 de outubro de 2025, quando a empresa rebrandou o Ledger Live como Ledger Wallet e apresentou o assinador touchscreen Nano Gen5. Essa mudança sinalizou uma reposicionamento mais amplo da Ledger, passando de uma criadora de carteiras de hardware para uma plataforma que combina dispositivos, serviços baseados em aplicativos e ferramentas de identidade digital segura.
A Wallet 4.0 foi projetada para tornar essa plataforma mais utilizável. A Ledger afirma que o aplicativo agora apresenta uma tela inicial redesenhada com inteligência de mercado, incluindo tokens em tendência e o Índice Medo e Ganância da CoinMarketCap, além de análises de portfólio revisadas e uma seção de ganhos totalmente reestruturada que mostra aos usuários quais ativos podem gerar recompensas e como essas posições estão se saindo. Novos usuários também podem baixar o aplicativo antes da chegada do dispositivo de hardware, embora a geração da chave privada e a assinatura de transações ainda exijam um dispositivo Ledger.
O Ledger deseja reduzir a lacuna de conveniência entre auto-custódia e aplicativos centralizados de cripto, mantendo a assinatura em hardware dedicado. Isso é importante em um mercado onde provedores de carteiras estão cada vez mais competindo por negociação, trocas, acesso a rendimentos e descoberta, e não apenas por armazenamento a frio.
A Ledger afirma que vendeu mais de 8 milhões de dispositivos globalmente, e a empresa tem repetidamente apresentado sua nova pilha de carteiras como a próxima fase de crescimento além das vendas únicas de hardware.
A Ledger expandiu ainda mais seus negócios nos EUA este mês, nomeando o ex-executivo da Circle John Andrews como CFO e abrindo um escritório em Nova York, movimentos que a empresa descreveu como parte de um esforço maior em seu maior mercado. Essa expansão ocorre após relatos no início deste ano de que a Ledger estava explorando uma possível listagem nos EUA, reforçando por que a receita recorrente proveniente de negociações e serviços está se tornando cada vez mais importante para sua história.
