Reguladores do Japão pressionam exchanges de criptomoedas a adicionar atrasos nos saques e controles anti-fraude

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AI summary iconResumo
Em um novo alerta de golpe em criptomoedas, a Agência de Serviços Financeiros do Japão e a Agência Nacional de Polícia recomendaram que as exchanges de criptomoedas adotem atrasos nos saques, endereços pré-registrados e medidas anti-fraude mais robustas. A orientação, emitida em 6 de ago, inclui bloqueios temporários de saque, limites personalizados e melhor monitoramento de transações. Dados da NPA mostram 18.067 casos de fraude em 2026, com golpes de investimento em SNS e golpes românticos sendo os principais responsáveis. As exchanges estão sendo orientadas a adaptar as regras conforme seus próprios níveis de risco, sem estabelecer um período de espera nacional. Os usuários agora podem enfrentar saques mais lentos e verificação adicional, especialmente para novos endereços ou transferências grandes. A medida ocorre em meio ao aumento de relatos de notícias sobre perdas relacionadas a golpes em criptomoedas.

Título: Reguladores do Japão pressionam exchanges de cripto a adicionar atrasos nos saques e controles mais rígidos contra fraude após aumento nos golpes A Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) e a Agência Nacional de Polícia (NPA) solicitaram, em 6 de agosto, que a indústria de cripto do país implemente atrasos nos saques, endereços pré-registrados e proteções anti-fraude mais robustas, em resposta ao aumento acentuado nas perdas por golpes envolvendo ativos digitais. O pedido foi feito à Associação Japonesa de Exchange de Ativos Virtuais e Cripto (JVCEA), o órgão autoregulador do setor — e, por enquanto, trata-se de orientação, não de regra vinculativa. O que os reguladores querem: - Bloqueios temporários nos saques após depósitos em moeda fiduciária ou compras de cripto, e um período adicional de espera quando os usuários adicionam um novo endereço de saque. A FSA não especificou durações exatas para esses atrasos e afirmou que as exchanges devem adaptar os intervalos conforme seu serviço e perfil de risco. - Registro antecipado dos destinos de saque e controles que reavaliam contas quando os clientes realizam saques grandes ou rápidos após o fim das restrições. - Limites de saque personalizados com base no risco do cliente, ativos detidos, propósito da transação e comportamento anterior. - Monitoramento mais robusto de transações e acessos para detectar atividades inconsistentes com perfis de clientes, além da capacidade de sinalizar contas que utilizam dispositivos vinculados a usos conhecidos indevidos. - Respostas mais rápidas e rigorosas a transações suspeitas, incluindo bloqueios, restrições de saque ou congelamentos de conta. - Autenticação multifator resistente a phishing e verificações aprimoradas para prevenir imitação em casos de alto risco; comparar nomes de bancos remetentes com proprietários de contas cripto e agir em caso de discrepâncias. - Compartilhamento rápido de indicadores de fraude e transferência mais ágil de informações para a polícia. Por que agora: número e perdas por golpes Os dados mais recentes publicados pela NPA até maio de 2026 destacam a pressão sobre os reguladores. O Japão registrou 18.067 casos de “fraude especial” com perdas totais de cerca de 151,47 bilhões de ienes. Golpes de investimento por redes sociais (SNS) representaram 5.099 casos e aproximadamente 70,04 bilhões de ienes em perdas; golpes românticos por SNS causaram outros cerca de 20,2 bilhões de ienes em perdas. Dados anteriores já mostravam essa tendência: em 2025, a polícia registrou 9.523 casos de golpes de investimento por SNS com perdas de 128,8 bilhões de ienes, e 5.645 casos de golpes românticos com perdas de 54,64 bilhões de ienes. Golpes românticos envolvendo transferências cripto atingiram 2.177 casos nesse período, com perdas de cerca de 24,77 bilhões de ienes — uma das principais razões pelas quais os reguladores estão focando nos saques de ativos digitais. Contexto e precedentes Essa medida amplia ações anteriores direcionadas aos bancos. Em fevereiro de 2024, a FSA e a polícia solicitaram às instituições financeiras que bloqueassem transferências para contas de exchanges cripto quando o nome do remetente diferisse do nome da conta bancária originária e intensificassem o monitoramento de transferências suspeitas. A nova orientação estende essas salvaguardas semelhantes aos processos de saque das exchanges e se alinha com o endurecimento geral do controle sobre cripto e medidas de proteção ao investidor no Japão. O que isso significa para exchanges e usuários: - A implementação variará por plataforma. A FSA evitou explicitamente um período de espera nacional; orientou as exchanges a introduzirem mudanças sistêmicas conforme necessário e adaptarem os controles aos seus modelos de negócio e experiência com uso indevido. - Alguns operadores já impõem limites. Por exemplo, o SBI VC Trade afirma que certos depósitos rápidos não podem ser sacados ou convertidos em cripto até o oitavo dia. - Os usuários devem esperar mais atrito: saques mais lentos na primeira vez ou após adição de novo endereço, registro obrigatório de endereço, limites personalizados e verificação adicional se o comportamento parecer anômalo (por exemplo, adicionar uma nova carteira e imediatamente realizar uma transferência grande). - Usuários legítimos que precisam de transferências rápidas para carteiras de auto-custódia podem ser inconvenienciados, mas o regulador não ordenou bloqueios gerais aos saques. Próximos passos A FSA e a polícia pediram à JVCEA e às exchanges associadas que reforcem os controles a partir de agosto, solicitando que as exchanges avaliem quais políticas e mudanças sistêmicas são viáveis imediatamente e quais exigem implementação gradual. Não há data única de início nem duração obrigatória para o atraso; os próximos pontos a observar são avisos específicos das exchanges, qualquer orientação da JVCEA e se a FSA transformará partes do pedido em requisitos formais de supervisão. Até lá, os usuários devem esperar práticas divergentes entre as plataformas.

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