A Indonésia exige que influenciadores de criptomoedas se certifiquem e proíbe promoções não autorizadas

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AI summary iconResumo
A Autoridade de Serviços Financeiros da Indonésia (OJK) emitiu a Regulação nº 6 de 2026, exigindo que influenciadores de criptomoedas possuam certificação de competência ou licença relevante antes de promover ativos digitais. A supervisão do tipo MiCA agora está sendo replicada em Jacarta, pois as promoções devem passar por empresas reguladas e apenas para ativos em exchanges autorizadas. A medida também está alinhada com as medidas CFT observadas na UE e outras regiões.

A Indonésia passou a controlar promoções de criptomoedas nas redes sociais, exigindo que influenciadores comprovem sua competência antes de recomendar ativos digitais. O que mudou: - A Autoridade de Serviços Financeiros (OJK) emitiu a Regulamentação da Autoridade de Serviços Financeiros nº 6 de 2026, anunciada na quarta-feira, que exige que qualquer pessoa que recomende criptomoedas ou outros ativos financeiros digitais obtenha uma certificação de competência, a menos que já possua uma licença separada que cubra essas atividades. - Influenciadores só podem promover ativos digitais listados em exchanges autorizadas. - Qualquer provedor de serviços de ativos digitais mostrado ou mencionado em conteúdo promocional deve possuir a licença regulatória adequada. - Campanhas de marketing e promoção devem ser conduzidas por empresas de serviços financeiros regulamentadas, que permanecem responsáveis pelo conteúdo. As promoções devem ser distribuídas por meio dos canais oficiais das empresas, e não por campanhas independentes lideradas por influenciadores. Por que isso importa: A regra eleva o nível de conformidade para o crescente número de personalidades de redes sociais que impulsionam projetos de cripto para seus seguidores, transferindo a responsabilidade para empresas regulamentadas e limitando o escopo do que pode ser promovido. Para influenciadores, o novo requisito significa ou obter certificação formal ou trabalhar apenas por meio de empresas licenciadas que possam legalmente assumir o papel promocional. Uma tendência global de supervisão mais rigorosa: O movimento da Indonésia faz parte de um esforço internacional mais amplo para reforçar as regras em torno de “influenciadores financeiros”: - Austrália: Em março de 2022, a Australian Securities and Investments Commission (ASIC) esclareceu que influenciadores podem precisar de uma licença de serviços financeiros australianos (AFS) se seu conteúdo equivaler a aconselhamento financeiro ou ajudar a organizar transações financeiras. A ASIC alertou que empresas licenciadas podem ser responsabilizadas por condutas inadequadas de influenciadores. - Reino Unido: A Financial Conduct Authority (FCA) emitiu orientações em 2024 afirmando que influenciadores não autorizados podem cometer um crime ao promover produtos financeiros regulamentados sem aprovação de uma empresa autorizada. Em 24 de abril, a FCA coordenou uma “semana de ação” internacional contra promoções financeiras ilegais, envolvendo 17 autoridades; ela apresentou 120 pedidos para remover 1.267 anúncios financeiros ilegais que atingiram pelo menos 2,3 milhões de contas de redes sociais no Reino Unido. - Coreia do Sul: Em fevereiro, parlamentares do Partido Democrático propuseram legislação obrigando influenciadores que promovem criptomoedas ou ações a divulgar suas próprias participações e qualquer compensação recebida, com penalidades semelhantes às aplicadas em casos de negociação desleal. A proposta segue outras medidas este ano, incluindo vigilância de mercado com inteligência artificial pela Financial Supervisory Service e novas obrigações de relatório exigindo que certos investidores estrangeiros em propriedades divulguem históricos de transações em cripto. Conclusão: Os reguladores estão tratando cada vez mais recomendações em redes sociais como uma forma regulamentada de comunicação financeira. Para influenciadores e empresas de cripto, isso significa mais burocracia, processos de aprovação mais rigorosos e maior exposição legal — e para os consumidores, potencialmente maior clareza sobre quem está por trás das promoções de investimento.

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