El Salvador não usou fundos públicos para acumular bitcoin após a primeira revisão de seu programa de empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse a organização, citando documentação fornecida pelas autoridades salvadorenhas.
Os documentos mostraram que o bitcoin adicionado desde a revisão veio de doações privadas, disse o fundo. Não se espera mais acumulação além das doações documentadas.
A divulgação oferece uma explicação para como os ativos de El Salvador continuam aumentando, apesar de a primeira revisão do FMI ter solicitado que o saldo de bitcoin do setor público permanecesse inalterado.
O rastreador oficial do país subiu para 7.764,37 BTC após o saldo aumentar em mais de 1.000 BTC em novembro e continuar recebendo um BTC por dia.
A declaração do FMI não identificou os doadores nem informou quanto cada um contribuiu. O presidente Nayib Bukele havia dito em março do ano passado que as compras de bitcoin do país não parariam.
A política do bitcoin foi uma parte fundamental das negociações. El Salvador tornou-se o primeiro país a tornar o bitcoin moeda de curso legal em 2021, mas o acordo original do FMI posteriormente tornou a aceitação pelo setor privado voluntária, exigiu que os impostos fossem pagos em dólares americanos e limitou as compras do setor público.
O governo transferiu desde então a propriedade majoritária e o controle operacional de sua carteira cripto Chivo para um operador privado, mantendo uma participação minoritária e a responsabilidade pela custódia dos ativos dos clientes. O FMI não identificou o operador.
El Salvador e a equipe do FMI também concordaram com medidas para fortalecer o quadro legal e de supervisão para cripto e melhorar a supervisão do bitcoin detido pelo setor público.
As divulgações ocorreram quando as duas partes chegaram a um acordo em nível técnico sobre as revisões combinadas da segunda e terceira fases do Arranjo Ampliado de Crédito de 40 meses de El Salvador.

