Goldman Sachs está se tornando cautelosamente otimista com ações de cripto, pois a última alta do bitcoin impulsiona o mercado — mesmo com a atividade de negociação permanecendo contida. Resumo rápido - O bitcoin subiu cerca de 26% na semana, atingindo uma máxima intradiária próxima a US$ 81.255 antes de se estabilizar em torno de US$ 79.000, ajudando a capitalização total do mercado de cripto a recuperar aproximadamente 21%, chegando a cerca de US$ 2,8 trilhões. - Apesar da recuperação de preços, os volumes de negociação permaneceram fracos: a Goldman afirma que os volumes caíram 30% em julho e mais 21% em agosto, e a atividade geral de negociação está cerca de 75% abaixo do pico. - O banco manteve as classificações de "compra" para Coinbase e Robinhood e elevou as metas de preço: Coinbase para US$ 196 (de US$ 173) e Robinhood para US$ 124. Ambas as ações subiram junto com o bitcoin — Coinbase alta cerca de 21% e Robinhood cerca de 12% na última semana. Por que a Goldman está mais positiva - O mais recente boletim da Goldman sobre Corretoras das Américas e Indústria de Cripto (divulgado no X) argumenta que, se a capitalização de mercado se manter nos níveis atuais, os preços crescentes dos tokens podem atrair fluxos de varejo e institucionais de volta para as exchanges, revivendo a receita de negociação. - O banco aponta três fatores estruturais positivos para o segundo semestre de 2026: preços mais firmes dos tokens, passos regulatórios mais claros nos EUA e novos produtos de receita não à vista (ações tokenizadas, mercados de previsão, futuros perpétuos, estratégias de opções) que podem diversificar a receita das exchanges quando os volumes à vista forem fracos. - O analista James Yaro liderou as atualizações e mantém a convicção de que a expansão de produtos pode compensar a queda nas negociações à vista. Produtos e movimentos empresariais para acompanhar - A Coinbase tem impulsionado recursos do tipo "exchange tudo" — contratos de eventos e mercados de previsão baseados em tempo — e expandiu seu negócio de derivados. Seu braço de mercado de previsão alcançou, segundo relatos, US$ 100 milhões em receita anualizada dentro de dois meses do lançamento, impulsionado principalmente por contratos esportivos (alguns dos quais enfrentam escrutínio regulatório em nível estadual). - A Robinhood está desenvolvendo mercados de previsão e títulos tokenizados e lançou em julho a Robinhood Chain, uma camada 2 do Ethereum para ações e ativos tokenizados que podem ser negociados fora dos horários de mercado dos EUA (embora instrumentos tokenizados possam não ter direitos de acionistas). - A Goldman também está expandindo sua exposição a criptoativos dentro da gestão de ativos: revelou cerca de US$ 86,5 milhões em cinco ETFs à vista de XRP em seu relatório Formulário 13F do Q2 (após reduzir posições em ETFs de XRP e Solana no Q1). Observação: os arquivos do Formulário 13F mostram posições ao final do trimestre e não capturam toda a atividade ou intenções de negociação. - A Goldman concordou em agosto em adquirir a Neos Investments por até US$ 2,25 bilhão (sujeito à aprovação regulatória). A Neos gerencia mais de US$ 30 bilhões em 19 ETFs de renda baseados em opções, incluindo três produtos que utilizam estratégias de opções para exposição ao bitcoin e ethereum — uma transação esperada para ser concluída no Q1 de 2027, se aprovada. Regulação: ainda o principal risco — mas avançando - A incerteza regulatória permanece o principal obstáculo institucional: a pesquisa da Goldman descobriu que 35% dos entrevistados citaram regras pouco claras como o maior obstáculo à entrada, enquanto 32% disseram que clareza regulatória seria o principal catalisador para adoção. - Washington está tomando medidas: a SEC propôs um framework "Regulação de Ativos Cripto" abrangendo certos contratos de investimento em ativos digitais. A proposta incluiria regras de divulgação, um abrigo seguro condicional e isenções que permitem a startups qualificadas arrecadar cerca de US$ 5 milhões em quatro anos ou até US$ 75 milhões em um período móvel de 12 meses. Um período de comentários de 60 dias seguirá à publicação da proposta. - O impulso político também aumentou: o CLARITY Act, projetado para esclarecer quais ativos digitais caem sob a jurisdição da SEC ou da CFTC, recebeu nova atenção no Congresso. Uma votação procedural no Senado foi agendada para 15 de setembro. O CEO da Goldman, David Solomon, sinalizou apoio a legislação federal sobre estrutura de mercado, mesmo diante de desacordos da indústria sobre regras para stablecoins. O que moveu o mercado esta semana - A alta nos ativos de risco e cripto foi parcialmente impulsionada pela decisão do Tesouro dos EUA de dobrar o tamanho das recompras de títulos de longo prazo, o que ajudou a pressionar as taxas para baixo. Isso, juntamente com o novo impulso regulatório e picos temporários no volume de negociação (aumento de quase 75% na janela mais recente de 24 horas), aumentou a disposição dos investidores por exposição regulada à recuperação — incluindo Coinbase e Robinhood. Lista de acompanhamento - Se os volumes de negociação se recuperarão se a capitalização de mercado se manter próximo a US$ 2,8 trilhões. - Desenvolvimentos regulatórios em torno do framework da SEC e do CLARITY Act. - Aprovação da aquisição da Neos pela Goldman e como as exchanges monetizam produtos não à vista. - Dados econômicos dos EUA (notavelmente o próximo relatório de inflação PCE — Personal Consumption Expenditures) que podem influenciar taxas, apetite por risco e preços dos criptoativos. Conclusão A Goldman Sachs não está abandonando a cautela — os volumes permanecem uma preocupação significativa — mas o banco passou para uma postura mais construtiva para o segundo semestre de 2026, apoiando ações ligadas a cripto selecionadas e expandindo suas próprias exposições a cripto à medida que preços e clareza regulatória criam oportunidades.
Goldman torna-se cautelosamente otimista com ações de cripto, apoiando Coinbase e Robinhood enquanto o BTC sobe
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O Goldman Sachs passou para uma tendência cautelosamente altista sobre ações de criptomoedas, à medida que o rally do bitcoin eleva o mercado de criptomoedas para US$ 2,8 trilhões. O banco elevou a meta de preço da Coinbase para US$ 196 e da Robinhood para US$ 124, ambas com classificação de compra. Apesar de uma alta semanal de 26% no BTC, os volumes de negociação caíram 75% em relação ao pico. O Goldman Sachs enxerga potencial para novos fluxos de varejo e institucional se as condições se estabilizarem, com clareza regulatória e novos produtos como principais impulsionadores. A Coinbase está se expandindo para mercados de previsões, enquanto a Robinhood desenvolve títulos tokenizados e sua Robinhood Chain. O banco também está aumentando sua exposição a criptomoedas por meio de ETFs e planeja comprar a Neos Investments por até US$ 2,25 bilhões. O mercado de criptomoedas enfrenta riscos e catalisadores decorrentes de movimentos regulatórios, como o framework proposto pela SEC e o CLARITY Act.
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