FTC processa a Amazon por supostas cobranças indevidas de US$ 20 bilhões em anúncios, apoiada por 22 estados

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A FTC entrou com uma ação contra a Amazon, acusando a empresa de inflar os preços dos anúncios em mais de US$ 20 bilhões por meio de táticas de leilão enganosas. Procuradores-gerais de 22 estados apoiam as alegações, alegando que a Amazon enganou os anunciantes com "preços de reserva suaves" em leilões de anúncios digitais. Mais de 1,2 milhão de anunciantes, incluindo 500 mil pequenas empresas, supostamente foram afetados. A Amazon nega as acusações, dizendo que as alegações mal compreendem o comportamento dos anunciantes. A empresa afirma que sua plataforma de anúncios na verdade economizou para as empresas mais de US$ 8 bilhões de 2021 a 2025. O caso pode impactar a regulamentação de ativos digitais e os esforços da CFT, já que os reguladores estão cada vez mais focados na transparência nos mercados online.

A Comissão Federal de Comércio acaba de apresentar um dos maiores casos de fraude publicitária da história dos EUA, acusando a Amazon de manipular silenciosamente seus leilões digitais de anúncios para extrair mais de US$ 20 bilhões dos anunciantes. A ação, apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Ocidental de Washington, conta com suporte: 22 procuradores-gerais estaduais se juntaram como coautoras.

No centro da reclamação está um mecanismo que a FTC chama de “preços de reserva suaves”, essencialmente lances artificiais que a Amazon supostamente inseriu em seu sistema de leilão sem informar ninguém. O resultado, segundo os reguladores, foi que os anunciantes acreditavam que estavam participando de leilões de segundo preço, mas na verdade estavam pagando taxas de primeiro preço.

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Os números por trás do suposto esquema

A FTC afirma que mais de 1,2 milhão de anunciantes foram afetados, incluindo mais de 500.000 pequenas e médias empresas. De acordo com a queixa, em 2024, cerca de 80% das licitações de Produtos Patrocinados resultaram em anunciantes pagando sua oferta vencedora completa. Isso representa um aumento acentuado em relação a 2021, quando o índice estava entre 30% e 40%.

Documentos internos citados na ação judicial supostamente referem-se a essas taxas adicionais como “ocultas”, com funcionários da Amazon supostamente reconhecendo que revelar a prática danificaria a confiança dos anunciantes e provocaria lances mais baixos.

A contrarrazão da Amazon e o contexto mais amplo

A Amazon rejeitou firmemente, chamando as alegações de uma má interpretação do comportamento dos anunciantes. A empresa argumenta que seus sistemas de publicidade na verdade economizaram para os anunciantes mais de US$ 8 bilhões entre 2021 e 2025, graças às melhorias na relevância dos anúncios.

A empresa mencionou pela primeira vez publicamente a precificação de reserva em outubro de 2025, cerca de um ano antes da ação judicial ser apresentada. Em setembro de 2025, a FTC chegou a um acordo de US$ 2,5 bilhões com a Amazon por práticas enganosas relacionadas às assinaturas do Amazon Prime. A investigação publicitária teria começado em 2024.

A receita de anúncios da Amazon atingiu aproximadamente US$ 19,8 bilhões no Q2 de 2026, representando um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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