O presidente da FIFA, Gianni Infantino, teria pedido à administração Trump que o ajudasse a manter seu cargo, organizando uma ligação com o Secretário de Estado Marco Rubio, relatou o New York Post na segunda-feira.
Os traders da Polymarket avaliam em 36,5% a probabilidade de sua saída até 31 de dezembro, em comparação com cerca de 19% há uma semana. Quase todo o volume do contrato ocorreu nos últimos sete dias.

Por que Infantino acha que Trump deve uma vantagem à FIFA
O pedido relatado ocorre quatro semanas após a FIFA conceder vitória à Casa Branca. Seu comitê disciplinar absolveu Folarin Balogun para a Bélgica, suspendendo a suspensão automática do cartão vermelho do atacante sob condição.
Trump havia pressionado pela reversão e reivindicado publicamente o crédito por ela.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!” Trump escreveu no Truth Social.
Rubio não é uma ligação fria. Ele esteve no Escritório Oval com Trump e Infantino em novembro passado. A ocasião foi uma reunião da força-tarefa sobre a Copa do Mundo.
A ponte da FIFA para aquele quarto agora desapareceu. Carlos Cordeiro, o ex-banqueiro do Goldman Sachs que representava a FIFA na força-tarefa, renunciou na sexta-feira sobre o plano de venda. Ele havia acompanhado Infantino em visitas repetidas à Casa Branca.
BeInCrypto não pôde verificar independentemente a ligação de Rubio, que o Post atribuiu a duas pessoas familiarizadas com ela.
Traders da Polymarket avaliam os efeitos colaterais
O mercado interpretou a revolta mais rápido do que as manchetes. Ainda negociava perto de 20% na tarde de 30 de julho. Foi quando todas as 55 associações membros da UEFA apoiaram unânimemente o boicote.
Quebrou acima de 40% no dia seguinte, quando os próprios executivos de Infantino se voltaram contra ele. O diretor operacional Kevin Lamour disse à Associated Press que os funcionários haviam sido enganados.
“É o projeto de uma única pessoa,” Kevin Lamour, diretor operacional da FIFA, em declaração à Associated Press.
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O volume sustenta a reprecificação. O contrato já movimentou $156.400 desde sua abertura em 6 de julho, e $151.700 desse total foram negociados na última semana. O interesse aberto está próximo de $76.000.
A data de vencimento molda como os traders a interpretam. O contrato paga apenas se houver partida antes de 31 de dezembro, enquanto a eleição da FIFA ocorre em março próximo. Os candidatos têm até 18 de novembro para se declararem, portanto o mercado está precificando a renúncia, e não a derrota.
O ativo em disputa é grande. Cordeiro estimou a receita da FIFA em US$ 15 bilhões no ciclo da Copa do Mundo. O fundo de Josh Kushner ofereceu US$ 4,2 bilhões por 20% de uma nova subsidiária da FIFA.
O criptoativo já possui uma reivindicação sobre esse valor. O torneio gerou US$ 20 bilhões em volume de previsões da Copa do Mundo, segundo a Chainalysis. A própria plataforma de colecionáveis da FIFA arrecadou pelo menos US$ 6 milhões em taxas.
Se a chamada de Rubio compra algo para Infantino, isso deverá aparecer nas odds antes de aparecer em um comunicado da FIFA.
