Bancos europeus aceleram a adoção de criptomoedas; 8 dos 20 principais oferecem serviços ativos

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A adoção de criptomoedas na Europa está ganhando impulso, com 8 dos 20 maiores bancos oferecendo serviços atuais, incluindo Santander, BPCE, BBVA e KBC. O Deutsche Bank lançou serviços de custódia, enquanto o DZ Bank obteve aprovação do MiCA para sua plataforma meinKrypto. Um grupo de 12 bancos, incluindo BNP Paribas e ING, está desenvolvendo uma stablecoin lastreada em euro, a Qivalis, com lançamento previsto para 2026. A clareza regulatória sob o MiCA, a demanda dos clientes e o potencial de taxas estão impulsionando essa mudança. As principais notícias sobre altcoins continuam destacando o crescente interesse institucional em serviços de criptomoedas.
Destaques da história
  • Os dados do BlockStories mostram que 8 dos 20 maiores bancos da Europa oferecem serviços de criptomoeda ativos.

  • O MiCA deu às bancas cobertura legal, mas foi o capital dos clientes fluindo para a Revolut e a Trade Republic que os forçou a agir.

  • Um consórcio de 12 bancos, incluindo BNP Paribas, ING e UniCredit, está desenvolvendo uma stablecoin lastreada em euro.

Há quatro anos, os bancos europeus bloqueavam transações de criptomoedas. Hoje, eles estão oferecendo Bitcoin e Ethereum diretamente dentro de seus aplicativos de banco varejista.

Dados de BlockStories, publicados em 12 de março, mostram exatamente onde os 20 maiores bancos da Europa estão em relação ao comércio e custódia de criptoativos. Santander, BPCE, BBVA e KBC já estão ativos para clientes varejistas e institucionais. O Deutsche Bank anunciou custódia. A DZ Bank obteve aprovação do MiCA da BaFin da Alemanha em janeiro para lançar sua plataforma meinKrypto em toda a rede bancária cooperativa. O Credit Agricole e o Societe Generale já possuem custódia institucional em vigor.

Nem todos os 20 ainda estão totalmente implementados. Como também observou o analista Richard Fetyko, apenas 8 dos 20 principais bancos da UE têm serviços de criptoativos em escala ativa, com a maioria ainda em fase de anúncio ou piloto. Mas a direção, disse ele, é clara como cristal.

Por que os bancos estão mudando sua postura em relação às criptomoedas?

Três forças tornaram isso inevitável. O MiCA forneceu às bancos o quadro legal para participar sem risco regulatório. O capital dos clientes já estava fluindo para Revolut, Trade Republic e Bitstack de qualquer maneira. E a oportunidade de taxas era impossível de ignorar.

Analista de FinTech e pagamentos Panagiotis Kriaris afirmou: “Se os bancos não adotarem stablecoins, correm o risco de serem excluídos totalmente da camada de dinheiro digital.”

Sua análise destaca que as stablecoins permitem liquidação instantânea transfronteiriça e gestão de liquidez 24/7, eliminando os bancos dos fluxos de pagamento e das fontes de taxas nas quais dependiam por décadas.

A lógica defensiva é tão forte quanto a comercial.

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O Próximo Movimento: Um Euro para Desafiar o Dólar

Quase 99% do mercado de stablecoins está vinculado ao dólar americano. Mesmo pagamentos entre duas partes europeias frequentemente passam por infraestrutura centrada nos EUA. Esse é o problema que um consórcio de 12 bancos, incluindo BNP Paribas, ING e UniCredit, está tentando resolver.

Seu empreendimento, Qivalis, emitirá uma stablecoin lastreada em euro, compatível com o MiCA, para liquidação on-chain 24/7, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026.

Jan-Oliver Sell, CEO da Qivalis, apresentou os stakes de forma simples: “A velocidade de liquidação é uma nova taxa de juros.”

O objetivo não é apenas eficiência. É soberania. Como Sell colocou: “A verdadeira soberania em 2026 e além não se trata apenas de fronteiras. Trata-se de dados e pagamentos.”

Os bancos da Europa gastaram anos resistindo à criptomoeda. Agora, estão correndo para possuir a infraestrutura sob ela.

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