A base crescente de usuários ativos do ethereum pode ser uma das razões pelas quais os investidores estão colocando mais dinheiro nele — e menos no bitcoin.
Saídas da exchange indicam uma mudança no comportamento de retenção
Dados da empresa de pesquisa on-chain XWIN Research mostram que Ethereum registrou uma queda sustentada na oferta detida por exchanges ao longo de março de 2026, um sinal de que mais detentores estão transferindo seus tokens de plataformas de negociação para armazenamento de longo prazo.
A redução da oferta na exchange geralmente sinaliza menos intenção de vender. Ao mesmo tempo, os endereços ativos na rede Ethereum apresentaram tendência de alta, indicando uso mais amplo em seu ecossistema. Stablecoins, finanças descentralizadas e tokenização de ativos do mundo real todos registraram aumento de atividade durante o período.

O bitcoin não apresentou o mesmo tipo de impulso na rede. Embora tenha registrado uma alta de preço de 1,80% em março, sua capitalização de mercado caiu 0,41%. Já o ethereum, por outro lado, subiu 7% e expandiu sua capitalização de mercado em quase 3%. Essa lacuna chamou a atenção de analistas que acompanham o movimento de capital entre as duas maiores criptomoedas.
Por que o ethereum superou o bitcoin
“O ETH atualmente se beneficia de entrada simultânea de capital, aperto da oferta e crescimento do ecossistema. Isso posiciona o Ethereum como um ativo estruturalmente mais forte na fase atual.” – Por @xwinfinancepic.twitter.com/khcggqJZk6
— CryptoQuant.com (@cryptoquant_com) April 10, 2026

Ethereum está mais quente que bitcoin nas medidas de volatilidade
Os dois ativos se moveram majoritariamente na mesma direção — sua correlação de preços ficou em torno de 0,94 — mas o quanto se moveram contou uma história diferente. A volatilidade realizada do ethereum foi de 62% para o mês. A do bitcoin foi de 49%.
De acordo com XWIN Research, essa dispersão posiciona o ethereum como um ativo de beta mais alto, que reage de forma mais acentuada quando as condições de liquidez mudam. Os traders em busca de ganhos de curto prazo maiores parecem ter notado.
O spread de premium da Coinbase, uma métrica que rastreia a diferença de preço entre Coinbase e outras exchanges, permaneceu negativo para o ethereum. Relatórios indicam, no entanto, que apresentou sinais iniciais de redução — um sinal potencial de que a demanda nos EUA está começando a retornar.

Bitcoin foi por muito tempo posicionado como ouro digital — um local para armazenar valor, e não uma rede para construir. Essa narrativa pode estar perdendo parte de seu apelo, pelo menos por enquanto.
Com base na análise da XWIN Research, a atenção parece estar se deslocando para ativos que respondem mais diretamente às mudanças na liquidez e no sentimento do mercado. O ethereum, com seu papel mais amplo como infraestrutura, está atualmente atraindo essa atenção.
A análise não chegou a prever por quanto tempo a tendência duraria. O que ela afirmou é que os dados on-chain do Ethereum e a atividade do seu ecossistema o colocam em uma posição de curto prazo mais forte do que o bitcoin. Se isso se mantiver à medida que as condições de mercado mais amplas mudarem, ainda permanece a ver.
Imagem em destaque da Meta, gráfico do TradingView


