Sempre que um modelo de IA gera uma imagem, responde uma pergunta ou escreve código, água flui por um centro de dados em algum lugar para manter o hardware de derreter. Instalações individuais de centros de dados de IA podem consumir milhões de galões por dia, e o CEO da Ecolab, Christophe Beck, diz que gastou US$ 7 bilhões em seis meses para resolver isso.
O ponto central dessa onda de gastos: a aquisição em dinheiro de US$ 4,75 bilhões da CoolIT Systems, uma empresa que desenvolve tecnologia de refrigeração líquida direta por chip. O acordo, anunciado em março de 2026 e finalizado em 2 de julho de 2026, é a aposta da Ecolab de que o futuro da infraestrutura de IA passa pelo gerenciamento da água, e não apenas pelas redes elétricas.
O problema do trilhão de galões
Beck projetou que os centros de dados de IA poderão consumir coletivamente mais de um trilhão de galões de água doce anualmente até 2027.
A tecnologia da CoolIT funciona ao direcionar líquido diretamente para chips individuais, em vez de soprar ar frio por salas do tamanho de armazéns. Essa abordagem utiliza significativamente menos água e permite sistemas de refrigeração circulares que reciclam o que é utilizado.
O objetivo da Ecolab é tornar os data centers “neutros em água”, ou seja, devolver ao meio ambiente tanta água limpa quanto consomem. Em 2025, a Ecolab adquiriu a unidade de eletrônicos da Ovivo por US$ 1,8 bilhão, que se concentrava em água ultra-pura para a fabricação de semicondutores. O acordo com a CoolIT amplia essa capacidade da fabricação de chips para os data centers onde esses chips realmente operam.
A matemática do investimento
A Ecolab, classificada na 280ª posição na Fortune 500, não é uma empresa que faz apostas pequenas por acidente. A aquisição da CoolIT deve dobrar seu mercado abordável em aplicações de água de alta tecnologia, de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões. A empresa visa atingir US$ 4 bilhões em receita anual com aplicações de alta tecnologia até 2030.
