O Deutsche Bank está passando à ofensiva. O gigante bancário alemão apresentou uma contraindenção contra quatro ex-funcionários sênior, buscando aproximadamente US$ 636 milhões em indenizações relacionadas ao prolongado escândalo do Monte dei Paschi di Siena. A medida é uma resposta direta à própria ação judicial dos ex-funcionários, que exigem mais de £600 milhões, cerca de US$ 800 milhões, por suposto dano reputacional irreparável.
As raízes de um rancor muito caro
Para entender essa briga legal, você precisa voltar ao período entre 2008 e 2012. O Monte dei Paschi di Siena, o banco mais antigo do mundo (fundado em 1472), supostamente escondia cerca de €2 bilhões em prejuízos. O método de ocultação envolveu transações complexas de derivados realizadas com a ajuda do Deutsche Bank e da Nomura.
Em novembro de 2019, um tribunal de Milão condenou 13 indivíduos ligados ao esquema, incluindo executivos que haviam trabalhado no Deutsche Bank. Depois, em 2022, essas condenações foram anuladas.
A contrarrazão: Deutsche Bank responde
Os quatro ex-funcionários no centro desta última rodada processaram o Deutsche Bank, argumentando que a instituição os usou como bodes expiatórios. Sua posição é que o Deutsche Bank participou conscientemente das transações da MPS e, em seguida, os abandonou quando os reguladores vieram investigar. Eles pedem US$ 800 milhões em compensação pelos danos causados às suas carreiras e reputações.
A resposta do Deutsche Bank é uma negação firme de culpar terceiros e uma contrarreclamação avaliada em aproximadamente US$ 636 milhões. Processos separados de outros ex-funcionários também surgiram desde 2025, com um indivíduo buscando €152 milhões em indenização. As reivindicações e contrarreivindicações combinadas agora superam US$ 1,4 bilhão.
