Ambos os lados passaram o recesso de agosto nos locais onde os legisladores realmente vivem: seus estados. Defensores da criptomoeda e bancários comunitários direcionaram senadores por meio de reuniões, eventos, artigos de opinião, ligações, e-mails e publicidade, segundo relato da Decrypt que atribui a conta à Reuters. Para cobertura relacionada, veja Trump Diz que Bancos Não Irão Atrasar a Lei de Clareza da Criptomoeda dos EUA.
A estratégia é simples. Se você não conseguir mover um senador por um corredor de mármore, traga de volta os eleitores que os elegeram. Para cobertura relacionada, veja Opinião: Jamie Dimon Critica a Lei de Clareza Cripto.
A luta de lobby foi local
A evidência mais clara da campanha de terreno é o próprio manual da campanha. A Clarity for America pede explicitamente aos apoiadores que escrevam aos próprios senadores e adicionem seus nomes a uma carta de coalizão direcionada à liderança do Senado.
Essa carta endereça ao Líder John Thune e ao Líder Chuck Schumer, incentivando um voto favorável em 15 de setembro. É uma declaração de campanha sobre uma votação prevista, não uma entrada oficial no calendário do Senado.
Os números de mobilização são impressionantes, embora não confirmados. O Stand With Crypto afirma ter 3 milhões de apoiadores que ligaram ou enviaram e-mails ao Congresso quase 50.000 vezes em agosto, segundo relatos não confirmados divulgados pela Decrypt citando a Reuters.
No terreno, a divulgação tornou-se pessoal. A presidente do capítulo da Geórgia, Tia Williams, reuniu-se com a equipe do senador Raphael Warnock, enquanto a ICBA organizou reuniões no estado natal e publicidade na televisão, segundo uma única fonte relatada pela Decrypt. Nenhum registro de reunião ou divulgação de anúncio foi independentemente confirmado.
Este não é o primeiro esforço da indústria. Grupos de cripto já urgiram o Senado a aprovar o CLARITY Act, mas o recesso de agosto marcou uma mudança de lobby em Washington para a persuasão ao nível dos eleitores.
O que Cada Lado Realmente Deseja
Remova os anúncios e a disputa se reduz a uma palavra: rendimento. Os rendimentos das stablecoins são o campo de batalha central, com grupos bancários alertando que os depósitos deixarão os bancos, enquanto empresas de cripto argumentam que os rendimentos devem permanecer disponíveis, conforme relata a Decrypt.
Os bancos têm um pedido específico. Em seu comunicado de 4 de agosto, a ICBA solicita que a proibição de rendimento de stablecoin cubra explicitamente exchanges de criptomoedas, afiliados e outros intermediários, e não apenas emissores.
Essa distinção importa. A ICBA afirma que o ato GENIUS já proíbe emissores de stablecoins de oferecer rendimento; ela quer que essa proibição seja estendida a todos os demais da cadeia. A lacuna entre emissor e intermediário é toda a batalha.
Para sustentar sua posição, a ICBA recorreu a pesquisas encomendadas. Ela afirma que a Morning Consult pesquisou tomadores de decisão de pequenos negócios em julho, encontrando 86% consideraram importante evitar danos ao crédito bancário local e 84% consideraram importante evitar danos ao sistema bancário.
O grupo de negócios também apresentou uma diferença acentuada na preferência, relatando 86% de favorabilidade para bancos comunitários em comparação com 47% para empresas de ativos digitais e criptomoedas entre os mesmos tomadores de decisão de pequenas empresas. Essas são opiniões de pesquisas encomendadas, não resultados da população em geral.
Avaliação favorável para pequenas empresas em pesquisa encomendada pela ICBA
Bancos comunitários
Empresas de ativos digitais e criptomoedas
Depois vêm os números assustadores. O comunicado da ICBA descreve uma redução modelada de US$ 850 bilhões no empréstimo de bancos comunitários vinculada a uma queda de US$ 1,3 trilhão nos depósitos se intermediários de cripto puderem pagar juros sobre stablecoins. Esses são estimativas, não perdas observadas.
A presidente e CEO da ICBA, Rebeca Romero Rainey, colocou os valores em termos locais.
A ICBA continua a pressionar os legisladores para garantir que a Lei da Clareza inclua uma proibição robusta sobre o rendimento das stablecoins, assegurando que os bancos comunitários continuem impulsionando US$ 4,1 trilhões em atividades de empréstimo em comunidades locais em todo o país.
— Rebeca Romero Rainey, presidente e CEO da ICBA
É uma posição de parte interessada, não um consenso econômico neutro. O lado da criptomoeda contrapõe que os prêmios em stablecoin são um benefício ao consumidor digno de defesa. O conflito ecoa alertas mais amplos de que grupos bancários estão visando uma brecha nas stablecoins.
O que isso significa para senadores indecisos
O CLARITY Act trata da estrutura do mercado federal de ativos digitais e da divisão da supervisão entre a SEC e a CFTC. O texto operacional do projeto de lei não estava disponível para este relatório, portanto, suas disposições exatas permanecem como um alvo móvel.
Decrypt identifica a ação de 15 de setembro como procedimental. Não é aprovação final, e nenhum calendário oficial do Senado ou aviso confirmou a data; trate-a como um passo relatado, não como uma votação garantida.
A pressão é real, mesmo que o resultado não seja. Alguns senadores republicanos alertaram que a Lei CLARITY pode falhar, o que é exatamente por isso que ambas as indústrias decidiram que a persuasão tinha que acontecer em casa.
As apostas políticas também alcançam a Casa Branca, com relatos de que Trump não permitirá que os bancos atrapalhem a iniciativa de estruturação do mercado. Por enquanto, a fuga de depósitos e os cortes de empréstimos permanecem como riscos projetados pelos banqueiros, não como efeitos causados pelo projeto de lei.
Então, quem pisca primeiro: o senador enfrentando um anúncio de TV em sua cidade natal, ou a indústria que o comprou? A votação de 15 de setembro, se mantida, será o primeiro teste real.
Disclaimer: Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou de investimento. Os mercados de criptomoedas e ativos digitais apresentam riscos significativos. Sempre faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões.


