CEO da CME alerta que a aprovação de futuros perpétuos nos EUA pode causar incerteza fiscal

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O CEO da CME Group, Terry Duffy, alertou que a aprovação dos contratos perpétuos nos EUA pode trazer incerteza regulatória e complicar a conformidade com a CFTC. Ele observou que o mecanismo de taxa de financiamento dos contratos perpétuos está alinhado com a definição legal de swaps. Embora a CFTC os classifique como futuros, a CME está desafiando a decisão na justiça. Especialistas legais dizem que as interpretações judiciais decidirão o resultado. O tratamento tributário permanece incerto, pois o IRS ainda não emitiu orientações.

ChainCatcher relata que Terry Duffy, presidente e CEO da CME Group, afirmou que a aprovação nos Estados Unidos de contratos perpétuos pode expor os traders à incerteza tributária e regulatória, pois esses produtos podem eventualmente ser classificados como swaps em vez de futuros. Duffy destacou que o mecanismo de troca periódica de taxas de financiamento entre as posições long e short nos contratos perpétuos atende à definição legal de swap conforme a legislação americana. Atualmente, a Comissão de Negociação de Futuros de Mercadorias dos Estados Unidos (CFTC) os classifica como futuros, e a CME está movendo um desafio legal contra a CFTC em relação a essa aprovação. Duffy apontou que, se os contratos perpétuos forem tratados como futuros, alguns traders institucionais podem se qualificar para o tratamento tributário misto sob a Seção 1256 do código tributário americano; se forem classificados como swaps, poderão ser tributados conforme as regras tributárias comuns. O Serviço de Receita Interna dos Estados Unidos (IRS) ainda não emitiu orientações específicas sobre o tratamento tributário de futuros perpétuos. Especialistas legais afirmam que, embora os futuros perpétuos tenham uma estrutura semelhante a swaps, sua função econômica é semelhante à de futuros, e a interpretação judicial das definições será crucial. Mesmo que o processo judicial esclareça a classificação do produto, o IRS ainda poderá precisar emitir orientações separadas sobre o tratamento tributário.

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