Perdas crescentes dos investidores estão atraindo atenção para a Gemini, pois ações coletivas alegam que a exchange de crypto enganou os mercados sobre sua estratégia de crescimento e perspectiva financeira, impulsionando uma forte queda pós-IPO e erosionando a confiança.
Ações coletivas são ajuizadas contra a Gemini à medida que a história de expansão da exchange se desfaz em crise de credibilidade
Uma disputa de títulos destaca perdas de investidores, pois múltiplas ações coletivas anunciadas em 19 de março de 2026 visaram a exchange crypto Gemini (NASDAQ: GEMI) e certos executivos. As ações judiciais foram apresentadas contra Gemini Space Station, Inc., a entidade legal vinculada à oferta pública inicial da empresa em setembro de 2025 e às divulgações subsequentes.
Registros judiciais mostram o caso principal, Methvin v. Gemini Space Station, Inc., et al., No. 26-cv-02261, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. O caso abrange investidores que compraram ações vinculadas ao IPO ou títulos entre 12 de setembro de 2025 e 17 de fevereiro de 2026. Kahn Swick & Foti LLC notificou os investidores sobre a ação e o prazo de 18 de maio de 2026 para buscar o status de autor principal. Robbins Geller Rudman & Dowd LLP também emitiu um aviso informando que os investidores têm 60 dias restantes para buscar o status de autor principal em uma ação coletiva relacionada à Gemini Space.
Outros anúncios vieram da Holzer & Holzer, LLC e da Barrack, Rodos & Bacine. Holzer citou supostas declarações incorretas relacionadas aos riscos de negócios e reestruturação da empresa. Barrack apontou para a queda da ação de US$ 28,00 na oferta inicial para abaixo de US$ 6,00 até 18 de março de 2026. O escritório Schall Law Firm também divulgou sua queixa e incentivou os investidores a participarem antes do mesmo prazo. O agrupamento dos anúncios reflete um aumento acentuado nos arquivamentos concorrentes. Múltiplos escritórios agiram simultaneamente para garantir papéis no caso. O objetivo é frequentemente ser nomeado como conselheiro principal, o que pode moldar a estratégia e as taxas. A queixa da Robbins Geller detalha ainda mais as alegações de que os investidores foram expostos a perspectivas de negócios superestimadas e riscos de reestruturação.
Operando como uma plataforma de negociação de crypto por meio de seu aplicativo e site, a empresa gerou receita com taxas de transação, depósito e outras taxas relacionadas aos usuários. Seus materiais de IPO focaram no crescimento de usuários, volume de negociação e ativos listados. Eles não mencionaram uma mudança rumo a mercados de previsão. A queixa alega ainda que a empresa superestimou a viabilidade de sua plataforma principal e da estratégia de expansão internacional, omitindo riscos associados a possíveis reestruturações operacionais.
Mudança Estratégica, Pressão Financeira e Queda das Ações
As alegações nas reclamações afirmam que a empresa superestimou a durabilidade de seu negócio central de crypto e a eficácia da expansão internacional como motor de crescimento. Os arquivos apontam para uma desconexão acentuada entre essas representações e o desempenho subsequente, já que a ação caiu de seu preço de IPO de US$ 28,00 para abaixo de US$ 6,00, eliminando uma parte substancial do valor dos acionistas.
A percepção do mercado se aprofundou após a empresa revelar uma mudança estratégica denominada “Gemini 2.0”, que reposicionou seu mercado de previsões como foco central do produto. A reformulação também incluiu uma redução de 25% na força de trabalho e retiradas de regiões-chave, incluindo o Reino Unido, a União Europeia e a Austrália, sinalizando uma saída dos planos anteriores de expansão. As ações caíram 8,72% para US$ 6,70 após o anúncio, refletindo a reação dos investidores à mudança abrupta de rumo.
Divulgações financeiras liberadas após o encerramento do mercado em 19 de março de 2026 reforçaram essas preocupações, pois os resultados do ano completo de 2025 mostraram um prejuízo líquido de US$ 582,8 milhões. Os prejuízos apenas no quarto trimestre atingiram US$ 140,8 milhões, enquanto a receita de US$ 60,3 milhões no período permaneceu insuficiente para compensar os crescentes custos operacionais. Atualizações subsequentes indicaram cortes operacionais mais profundos, com reduções totais na força de trabalho chegando a cerca de 30% e a força de trabalho diminuindo para 445 funcionários até 1º de março. A empresa também está aumentando a dependência da automação enquanto tenta reduzir custos e estabilizar as operações.
Perguntas frequentes 🧭
- O que é a ação judicial contra a Gemini?
Alega-se que a Gemini enganou os investidores sobre seu modelo de negócios e estratégia futura para o IPO. - Quem é elegível para participar da ação coletiva da Gemini?
Investidores que compraram títulos da Gemini entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026 podem se qualificar. - O que causou a queda das ações da Gemini após seu IPO?
Mudanças estratégicas, demissões e projeções financeiras fracas abalaram a confiança no Gemini. - Por que os investidores estão focados no plano “Gemini 2.0” da Gemini?
Sinalizou uma mudança significativa que pode ter contradito divulgações anteriores aos investidores.

