O Brasil está introduzindo controles mais rigorosos sobre transferências grandes de criptomoedas, pois os reguladores buscam impedir que golpistas movam rapidamente fundos ilícitos. O Banco Central do Brasil said que certas transferências de criptomoedas acima de US$ 10.000 sofrerão um atraso de até 24 horas sob novas regras anti-fraude.
A medida entrará em vigor em 2027 e aplica-se a transferências enviadas para empresas estrangeiras de ativos virtuais e carteiras de autogestão. O limite de US$ 10.000 pode ser atingido por meio de uma única transação ou pelo valor combinado das transferências de um cliente durante o mesmo dia.
Por que o banco central está agindo
O banco central disse que a medida reflete o uso crescente de ativos virtuais, incluindo stablecoins, para transferir rapidamente dinheiro obtido por meio de golpes financeiros.
O atraso temporário foi projetado para dar às exchanges e instituições financeiras mais tempo para revisar transações suspeitas antes que os fundos possam ser movidos adicionalmente. O mesmo tipo de atraso também pode se aplicar a outras transações que exigam verificações mais detalhadas conforme as políticas de gerenciamento de risco.
Não é um congelamento permanente
O banco central enfatizou que a medida não é um congelamento de ativos nem um bloqueio permanente nas transferências.
Em vez disso, o atraso cria tempo adicional para as equipes de conformidade examinarem as transações. Transferências abaixo de $10.000 não enfrentarão automaticamente este requisito específico.
Por exemplo, uma transferência de criptomoeda de US$ 15.000 para uma empresa de ativos virtuais no exterior ou para uma carteira de autogestão pode levar até 24 horas para ser liquidada.
As exchanges devem fortalecer a monitorização
Exchanges de criptomoedas brasileiras e prestadores de serviços de ativos virtuais precisarão atualizar seus sistemas de monitoramento antes da entrada em vigor das regras.
As plataformas terão que identificar transferências acima do limiar e rastrear o volume total diário de transferências de um cliente, em vez de examinar as transações separadamente.
Parte do quadro mais amplo de criptomoedas do Brasil
O Brasil vem trabalhando progressivamente em seu quadro para ativos digitais desde 2023, quando estabeleceu regras exigindo que exchanges e provedores de serviços de criptomoedas se registrem no banco central.
A última medida adiciona outra camada de supervisão às transferências transfronteiriças de criptoativos, especialmente à medida que os reguladores se concentram na velocidade com que ativos digitais e stablecoins podem mover dinheiro através das fronteiras.
A implementação de 2027 dá às empresas de criptomoedas tempo para atualizar seus sistemas e se preparar para os novos requisitos. Para os usuários, o principal impacto será um processamento mais lento para certas transferências grandes, enquanto os reguladores ganharão uma janela adicional para identificar possíveis fraudes antes que os fundos se movam ainda mais.


