Odaily Planet Daily relata que o volume de negociações no mercado de criptomoedas do Brasil atingiu 505,5 bilhões de reais em 2025, aproximadamente 98,7 bilhões de dólares americanos, um aumento de mais de cinco vezes em relação aos 94,9 bilhões de reais de 2020. As transações relacionadas a empresas totalizaram 497 bilhões de reais, representando 98,3% do total registrado pela Receita Federal do Brasil, enquanto os investidores individuais compuseram o restante.
O maior banco do Brasil em ativos sob gestão, o Itaú, já oferece 15 ativos criptográficos por meio de seu aplicativo de investimentos, incluindo Bitcoin, Ethereum e a stablecoin vinculada ao dólar, USDC. A fintech Nubank lista 28 ativos criptográficos, e o Banco do Brasil já registrou mais de 11 milhões de reais em transações relacionadas desde que abriu o comércio direto de Bitcoin e Ethereum em janeiro.
Os arquivos apresentados pelo Banco Central do Brasil até março de 2026 mostram que o setor bancário brasileiro não possui posições próprias em ativos virtuais, mas pode custodiar e processar ativos criptográficos em nome de clientes. Desde 2025, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Nubank ampliaram seus serviços relacionados a ativos criptográficos.
O Brasil aprovou o Marco Legal de Ativos Virtuais em 2022 e, em novembro de 2025, publicou três resoluções regulatórias exigindo que instituições que ofereçam serviços de negociação, custódia ou transferência de ativos criptográficos obtenham licença, cumpram requisitos mínimos de capital e separem contas de clientes, com data limite de conformidade em 30 de outubro de 2026. O Banco Safra emitiu, em setembro de 2025, a stablecoin vinculada ao dólar Safra Dólar, mantida por sua própria custódia. (Decrypt)


