TL;DR
- A autoridade tributária federal do Brasil relatou R$ 242 milhões em transações declaradas de XRP durante setembro, abrangendo 308.411 entradas.
- As cifras provêm das regras de relatório obrigatório para exchanges, plataformas estrangeiras e transferências peer-to-peer acima de R$30.000.
- Como esses dados vêm diretamente de arquivos oficiais e não de estimativas, eles fornecem uma das imagens mais claras apoiadas pelo governo da atividade do XRP em uma grande economia da América Latina.
O Brasil pode ter fornecido um dos sinais de adoção mais claros até agora para XRP. Dados oficiais vinculados à declaração de impostos mostram centenas de milhares de transações em um único mês, oferecendo ao mercado algo mais concreto do que painéis de exchange ou métricas de redes sociais.
Dados duros de #XRP!
A receita federal do Brasil publica atividades declaradas on-chain. Ela utiliza relatórios de exchanges, indivíduos/empresas que utilizam exchanges estrangeiras e transações peer-to-peer se o total mensal exceder R$ 30.000. Setembro registrou 308.411 transações no valor de R$ 242.096.431,14 pic.twitter.com/C3y38Q6DT1
— WrathofKahneman (@WKahneman) March 3, 2026
Em setembro, a Receita Federal do Brasil registrou 308.411 transações declaradas de XRP no valor total de R$242.096.431,14. Os dados são provenientes do framework obrigatório de declaração de criptomoedas do país, que exige divulgações de exchanges, empresas e indivíduos.
Sinal de adoção de XRP surge a partir dos dados fiscais do Brasil
A escala da atividade é significativa porque reflete transações declaradas, não estimativas especulativas. O Brasil exige que exchanges operando localmente relatem operações de usuários. Indivíduos e empresas que utilizam exchanges estrangeiras também devem apresentar declarações mensais. Além disso, transferências peer-to-peer superiores a R$30.000 por mês estão sujeitas a obrigações de relato.
Essa estrutura captura um amplo espectro de atividades. Os 308.411 registros representam, portanto, fluxos que passaram pelos filtros de conformidade. Analistas que monitoram a América Latina observam que poucas jurisdições publicam informações tão granulares, em nível de ativo, vinculadas a registros fiscais.
O Brasil figura entre os principais adotantes nos mercados emergentes, segundo empresas de análise de blockchain como a Chainalysis. A presença de XRP nesse ambiente regulado sugere que seu uso vai além do comércio varejista em pequena escala e se estende para atividades financeiras maiores e formais.

O quadro regulatório fortalece a presença regional do XRP
O ambiente regulatório importa. O Brasil aprovou uma lei abrangente sobre criptomoedas em 2022, atribuindo a supervisão ao Banco Central do Brasil. Embora o XRP não seja destacado, transferências de alto valor são registradas, garantindo transparência.
Transferências peer-to-peer acima de R$30.000 provavelmente compõem uma parte do volume relatado, indicando atividade de carteira para carteira. Isso muitas vezes escapa às métricas tradicionais de exchange, mostrando que o XRP é ativamente utilizado por indivíduos e empresas.
Para observadores pró-crypto, o valor está em dados confiáveis. Números provenientes do governo reduzem a incerteza sobre se as afirmações de uso refletem a realidade. Com totais oficiais em centenas de milhões de reais, o XRP demonstra tração mensurável na economia formal do Brazil’s.
O relatório do Brasil não determina a trajetória de longo prazo do XRP, mas oferece uma confirmação rara de atividade transacional sustentada. Em um mercado geralmente dependente de métricas fragmentadas, essa divulgação fornece um marco importante para a adoção.


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