- A polícia do Brasil realizou várias operações contra atividades ilegais de mineração de BTC em todo o país.
- Para combater o roubo em larga escala de eletricidade da rede pública e instalações de cripto ligadas ao crime organizado.
- Essas operações sinalizam uma fiscalização intensificada e possíveis regras mais rigorosas sobre o uso de energia na mineração de criptomoedas.
Em maio de 2026, as autoridades brasileiras intensificaram a fiscalização contra operações ilegais de mineração de bitcoin (BTC), alvejando principalmente grandes roubos de energia da rede pública e instalações ligadas ao crime organizado. Embora a mineração de bitcoin seja totalmente legal no Brasil quando os operadores pagam pela energia e cumprem as regulamentações, a conexão não autorizada à rede ou vínculos criminosos desencadeiam operações agressivas.
Polícia do Brasil desmantela várias fazendas de mineração ilegais
De acordo com fontes, as autoridades brasileiras realizaram várias operações contra atividades de mineração ilegal. Em 20 de maio de 2026, o Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio do Estado de São Paulo (DEIC), em parceria com a empresa de energia CPFL Piratininga, desmantelou a mineração ilegal (BTC) em Jundiaí e Louveira, apreendendo 1.400 equipamentos que utilizavam nove transformadores adulterados (8.470 kVA) para roubar 2 GWh de eletricidade — suficiente para abastecer cerca de 2.000 lares mensalmente.
Em uma operação separada no Rio de Janeiro, a polícia realizou uma operação em um centro de mineração e negociação de BTC administrado pela organização criminosa Comando Vermelho, dentro do complexo Lins, na zona norte da cidade. A instalação operava com energia elétrica roubada e também era suspeita de facilitar lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas.
Além disso, entre 12 e 15 de maio de 2026, a Polícia Federal do Brasil, o Ibama, o ICMBio, a Força Nacional e a polícia militar atuaram contra sete minas de ouro ilegais na região Amazônia, abrangendo a fronteira entre Amapá e Pará, em Laranjal do Jari e Almeirim. Isso resultou na apreensão de quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores, três ATVs, dois tratores, geradores, acampamentos clandestinos e cerca de 3.300 litros de diesel.
O que desencadeou as operações em todo o país
As operações nacionais foram desencadeadas principalmente por roubo em larga escala de eletricidade da rede pública, impulsionado por operações ilegais de mineração de BTC. Investigações revelaram o uso extensivo de infraestrutura fraudulenta projetada para contornar sistemas de medição e sustentar alto consumo de energia sem detecção.
Um segundo fator chave foi o surgimento de operações criminosas híbridas em regiões remotas e mal monitoradas do Brasil. Em áreas como a Amazônia, foi descoberto que a mineração ilegal de criptomoedas operava ao lado da mineração ilegal de ouro, formando redes interconectadas que exploram tanto recursos naturais quanto utilidades públicas.
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Impacto mais amplo no setor de mineração de criptomoedas no Brasil
Essas operações, habilitadas pela lei de março de 2026 que permite o congelamento, apreensão e liquidação de ativos digitais vinculados a atividades criminosas, estão intensificando a pressão regulatória em todo o setor de mineração de criptomoedas no Brasil. Os proventos das liquidações financiarão diretamente os orçamentos de segurança pública.
Enquanto isso, mineradores legítimos podem enfrentar custos mais altos de conformidade, requisitos mais rigorosos para acesso à rede e maior fiscalização do consumo de energia, especialmente em áreas sensíveis como a Amazônia. Embora isso efetivamente dissuada operações do mercado cinza e ilegais ligadas ao roubo de energia e grupos criminosos, corre o risco de desacelerar o crescimento geral do setor no curto prazo diante de preocupações ambientais e de segurança energética.
Além disso, espera-se que a fiscalização se concentre em melhor monitoramento da eletricidade e separação mais clara entre mineração legítima e regular e atividades criminosas. Isso pode, em última análise, fortalecer o setor, reduzindo a concorrência desleal proveniente de fazendas ilegais e incentivando uma expansão sustentável e regulamentada.
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