- O Brasil proibiu mercados de previsão vinculados a contratos esportivos, políticos, culturais e de entretenimento.
- Kalshi e Polymarket tornaram-se inacessíveis enquanto autoridades passaram a bloquear plataformas não conformes.
- Os reguladores disseram que as plataformas imitam apostas de odds fixas e ameaçam a proteção dos investidores.
O Brasil impôs uma proibição sobre contratos de mercados de previsão em 24 de abril, visando plataformas como Kalshi e Polymarket. A medida seguiu a Resolução nº 5.298 do Conselho Monetário Nacional, que citou proteção ao investidor, integridade do mercado e conformidade com derivados como razões principais para a repressão.
De acordo com o relatório, a medida abrange contratos vinculados a eventos esportivos, de jogos, políticos, eleitorais, sociais, culturais e de entretenimento. A diretiva, no entanto, entrou em vigor em 4 de maio, tornando o Brasil o terceiro país da América Latina a restringir mercados de previsões após a Argentina e a Colômbia.
Autoridades classificam mercados de previsão como apostas de odds fixas
A medida seguiu uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas. O órgão regulador de jogos de azar disse que plataformas de mercados de previsão reproduzem elementos básicos de apostas de odds fixas. O ministro da Fazenda Dario Durigan reforçou essa posição, dizendo que o Brasil tem regras claras para operadores de apostas de odds fixas.
Ele argumentou que as plataformas não podem criar estruturas para contornar a legislação existente. Conforme relatado por um veículo local, Folha de S. Paulo, Durigan enfatizou que cerca de 28 plataformas foram banidas, enquadrando a ação como parte de um esforço mais amplo para proteger as poupanças brasileiras diante do rápido crescimento do jogo online.
Como resultado, espera-se que o Ministério da Fazenda trate as plataformas afetadas como esquemas de jogo ilegal. As autoridades agora planejam bloquear seus sites e aplicativos, além de coordenar com instituições financeiras para interromper suas operações.
Ban visa contratos de eventos não financeiros
Sob a Resolução nº 5.298, o Brasil proíbe a oferta e o comércio de derivados cujos eventos subjacentes não sejam benchmarks econômicos ou financeiros. O banco central afirmou que contratos vinculados a eventos esportivos reais, eventos de jogos virtuais e resultados políticos ou culturais estão proibidos.
No entanto, a medida permite derivados vinculados a indicadores financeiros. Estes incluem índices de preços, índices de títulos, índices de títulos, taxas de juros, taxas de câmbio, commodities, ativos financeiros e títulos listados.
Além disso, a resolução concede à Comissão de Valores Mobiliários do Brasil discricionariedade sobre outros eventos. Ela pode decidir se um evento representa um benchmark econômico ou financeiro válido.
A fiscalização global dos mercados de previsão se amplia
A movimentação reflete uma disputa mais ampla sobre se contratos baseados em eventos devem ser tratados como derivados ou produtos de jogo. Alguns estados dos EUA, incluindo Nevada e Nova York, fizeram argumentos semelhantes.
Enquanto isso, o Polymarket já está bloqueado em mais de 30 países, segundo sua documentação. As restrições incluem limites relacionados à OFAC e proibições nacionais
No entanto, a CFTC reivindicou supervisão exclusiva sobre essas plataformas. Também desafiou esforços estaduais para regulamentá-las ou proibi-las.
Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são apenas para fins informativos e educacionais. O artigo não constitui aconselhamento financeiro ou qualquer outro tipo de aconselhamento. A Coin Edition não se responsabiliza por quaisquer perdas decorrentes do uso do conteúdo, produtos ou serviços mencionados. Recomenda-se aos leitores que exerçam cautela antes de tomar qualquer ação relacionada à empresa.
