- O BNY Mellon lançou depósitos tokenizados para acelerar liquidações institucionais usando um sistema de blockchain privado.
- A plataforma se concentra em ativos de garantia e fluxos de margem, mantendo a conformidade dentro dos sistemas bancários existentes.
- Instituições maiores estão adotando depósitos tokenizados, à medida que a regulamentação apoia o uso de blockchain dentro do banking tradicional.
BNY Mellon confirmado pretende emitir representações digitais de depósitos de clientes institucionais em sua blockchain privada. O serviço aplica-se a depósitos já mantidos dentro do balanço patrimonial do banco. Esses registros digitais se conectarão com os sistemas bancários existentes. Como resultado, os clientes manterão o acesso padrão de saque sem alterações operacionais. A iniciativa visa instituições que buscam liquidação mais rápida e maior visibilidade da liquidez dentro de mercados regulamentados.
O banco operará o sistema em uma blockchain privada e com permissões. O acesso permanecerá limitado a instituições aprovadas e empresas nativas digitais. A BNY descreveu o lançamento como uma transição da exploração interna para uma infraestrutura financeira ativa. A decisão reflete a crescente demanda por ferramentas de blockchain que funcionem dentro dos quadros tradicionais do银行业.
Colateral e Margem Impulsionam Uso Inicial
A BNY planeja concentrar a fase inicial nos requisitos de garantia e margem. Essas atividades frequentemente exigem o rápido movimento de fundos durante períodos de negociação volúveis. Os depósitos tokenizados visam reduzir atrasos na liquidação ligados a sistemas de pagamento legados. Os saldos aparecerão na blockchain ao longo do dia de negociação para atender às necessidades operacionais.
A conformidade e o registro permanecerão nos sistemas internos existentes da BNY. No entanto, os saldos operacionais ainda serão refletidos na blockchain. Essa estrutura permite que o banco mantenha a supervisão regulatória enquanto melhora a gestão de liquidez intradiária. A BNY também planeja expandir o sistema em direção à disponibilidade contínua. O objetivo inclui o suporte a atividades além do horário comercial padrão.
Integração entre Plataformas de Ativos Digitais
Os tokens de depósito se conectarão por meio das plataformas digitais internas da BNY. Eles também se integrarão a um fundo de mercado monetário tokenizado desenvolvido em parceria com a Goldman Sachs. Esse fundo foi lançado em julho e se concentra na gestão de caixa institucional. A conexão apoia o uso mais amplo de ativos tokenizados dentro de ambientes regulamentados.
Várias firmas de ativos digitais contribuíram com informações durante o desenvolvimento. Essas firmas incluem Anchorage Digital, Circle, Paxos, Securitize e Ripple Prime. Sua participação destaca uma coordenação mais próxima entre bancos tradicionais e provedores de infraestrutura digital. A BNY lançou sua unidade de ativos digitais em 2021.
Em 2022, o banco expandiu-se para a gestão de chaves privadas e serviços de custódia de criptomoedas. A plataforma de depósitos tokenizados se baseia nesses esforços. Além disso, em 2024, BNY Mellon parceiro da Ripple para impulsionar a tokenização.
Escala, Regulação e Cenário Competitivo
A BNY protege 57,8 trilhões de dólares em ativos de clientes em mercados globais. Os ativos sob gestão atingiram 2,1 trilhões de dólares até setembro. Qualquer oferta de depósito digital deve, portanto, atender a exigentes requisitos de custódia e conformidade. Os depósitos tokenizados não criam novas contas bancárias. Em vez disso, representam fundos existentes já mantidos no banco. Os clientes retêm todos os direitos de saque.
Os primeiros usuários incluem a Intercontinental Exchange, Citadel Securities, DRW Holdings, Circle e Baillie Gifford. A ICE planeja oferecer suporte aos depósitos em suas câmaras de compensação de forma contínua. O lançamento segue trabalhos anteriores dentro da unidade de tesouraria da BNY, que processa cerca de 2,5 trilhões de dólares diariamente. Os depósitos tokenizados diferem das stablecoins porque permanecem como passivos diretos do banco.
Legislação recente dos EUA esclareceu as regras em torno de instrumentos em dólar digital. Essa clareza regulatória incentivou bancos como o JPMorgan, o HSBC e o Barclays a avançarem em iniciativas semelhantes. No ano passado, o Deutsche Bank anunciou planos para explorar stablecoins e depósitos tokenizados.
