O líder em entradas de recursos foi o fundo iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock, que representou cerca de US$ 454 milhões do volume total de recursos entrados nos ETFs de bitcoin.
O segundo lugar foi ocupado pelo fundo ARK 21Shares Bitcoin ETF (ARKB) das empresas ARK Invest e 21Shares, com um volume de $137,7 milhões. Um fluxo positivo de capital também foi registrado pelo fundo Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) da Fidelity Investments, com $74,4 milhões. Os fundos Grayscale Bitcoin Trust ETF (GBTC), Bitwise Bitcoin ETF (BITB) e Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT) atraíram respectivamente $8,2 milhões, $24,7 milhões e $7,7 milhões.
Em agosto, todos esses fundos de bitcoin arrecadaram US$ 3,5 bilhões, o que representou um recorde desde setembro do ano passado.

O fluxo de capital para os BTC-ETF intensificou-se após o anúncio do membro do conselho de governadores do Federal Reserve dos EUA (Fed), Christopher Waller, de que o regulador está preparado para manter a taxa básica inalterada se a inflação desacelerar.
Nesse contexto, aumentaram também as ações das empresas relacionadas à indústria de criptomoedas. As ações da Strategy, maior detentor corporativo de bitcoin, subiram 17,6%, para $144,8; as ações da exchange americana Coinbase subiram 10,14%, para $192,7; e a Circle, emissora de stablecoins USDC, subiu 16,46%, fechando em $103,2. O bitcoin ultrapassou a marca de $81.000, com capitalização de mercado de $1,6 trilhões.
A analista de criptomoedas da BTC Markets, Rachael Lucas, considera que o significativo fluxo de recursos para os ETFs de bitcoin é um sinal da disposição das empresas financeiras tradicionais em alocar grandes quantias em instrumentos de investimento em criptoativos. Lucas sugeriu que a tendência observada indica uma demanda impulsionada por alocação de ativos de longo prazo, e não por investimentos de curto prazo. A analista destacou que, nos últimos 90 dias, a correlação do bitcoin com o ouro superou 50%, atingindo o máximo em seis anos. A correlação da primeira criptomoeda com o índice S&P 500, que inclui ações das 500 maiores empresas negociadas nas bolsas americanas, caiu quase a zero. Isso prova que o bitcoin está sendo cada vez mais percebido pelos investidores como um refúgio contra a inflação, e não como um ativo de alto risco, afirmou Lucas.
Segundo opinião dos analistas da Wintermute, o fluxo de capital para ETFs de criptomoedas sinaliza o retorno da liquidez. Isso pode desencadear um novo ciclo de alta no mercado de criptomoedas, juntamente com a tokenização de ativos reais (RWA).

