O problema quântico do bitcoin ainda está a anos de distância, mas Bernstein afirma que 1,7 milhão de BTC armazenados em tipos de endereços antigos poderiam estar entre os mais expostos se a tecnologia algum dia chegar lá.
Isso inclui aproximadamente 1,1 milhão de BTC vinculados a Satoshi Nakamoto, o que só seria relevante se máquinas quânticas se tornarem suficientemente poderosas para quebrar a criptografia atual.
Carteiras legadas em foco
A visão da Bernstein não é de que Bitcoin enfrente uma queda de curto prazo. Os analistas da empresa descrevem o problema como um “ciclo de atualização gerenciável”, e não como um “risco existencial”, e afirmam que o risco está concentrado em carteiras e endereços mais antigos que reutilizam chaves públicas. Práticas mais recentes de carteiras, incluindo evitar a reutilização de endereços, reduzem a exposição.
O relatório também traça uma linha entre o risco da carteira e o risco da mineração. O processo de mineração SHA-256 do bitcoin não é considerado significativamente vulnerável a ataques quânticos, mesmo que máquinas futuras se tornem suficientemente poderosas para ameaçar algumas assinaturas de carteiras.
Bernstein disse que os tipos de endereços mais expostos incluem os formatos pay-to-public-key, pay-to-multisig e pay-to-Taproot.
CRYPTO: BERNSTEIN RESEARCH DIZ QUE O BITCOIN TEM 3 A 5 ANOS PARA SE PREPARAR PARA A AMEAÇA DA COMPUTAÇÃO QUÂNTICA
A Bernstein Research, corretora pertencente à Societe Generale, disse que a computação quântica representa uma ameaça crível, mas gerenciável ao bitcoin, estimando que a indústria tem de três a cinco anos... pic.twitter.com/6QFMObpXjn
— BSCN (@BSCNews) April 8, 2026
Um Cronograma Mais Longo do Que Pânico
A empresa citou a recente pesquisa do Google como uma das razões pelas quais a ameaça está sendo levada mais a sério agora. Esse trabalho reduziu os recursos considerados necessários para quebrar a criptografia moderna, mas Bernstein ainda afirmou que construir uma máquina capaz de comprometer o bitcoin permanece anos distante devido a barreiras técnicas significativas e altos custos.
Sua estimativa dá à indústria de criptomoedas de três a cinco anos para se preparar para atualizações de segurança pós-quantum.
Essa linha do tempo deixa espaço para a comunidade de desenvolvedores de bitcoin agir por meio do processo normal de atualização. Bernstein disse que contribuidores de código aberto e desenvolvedores principais provavelmente lidariam com qualquer movimento em direção a padrões resistentes a quânticos, com alterações propostas e adotadas por consenso, e não por força.

O relatório também se baseia em uma visão mais ampla da indústria. Especialistas em computação quântica geralmente estimam um prazo de 10 anos para computadores quânticos relevantes para criptografia, ou máquinas capazes de quebrar a criptografia atual, segundo o gráfico da Bernstein. Essa lacuna é parte da razão pela qual a empresa argumenta que o problema é real, mas não urgente o suficiente para provocar pânico.
O que o bitcoin enfrenta primeiroPor enquanto, a pressão recai sobre as antigas posições, e não sobre a rede como um todo. Bernstein disse que o risco é desigual, com carteiras legadas mais antigas enfrentando maior exposição, pois as chaves públicas já estão visíveis na cadeia. Em contraste, o uso de carteiras modernas e práticas melhores de chave reduzem a chance de ataque.
O número aproximado citado por Bernstein — cerca de 1,7 milhão de BTC em endereços P2PK iniciais — mostra por que o tema continua retornando. Esses bitcoins não seriam o primeiro alvo de qualquer ataque quântico, mas são o exemplo mais claro do que poderia estar em jogo se o hardware avançar mais rápido do que a resposta da rede. Por enquanto, a mensagem de Bernstein é que o bitcoin tem tempo, embora não tempo ilimitado, para se preparar.
Imagem em destaque da Meta, gráfico do TradingView


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