Uma startup nuclear fundada há apenas três anos arrecadou US$ 470 milhões para construir microreatores pequenos o suficiente para abastecer bases militares dos EUA, uma aposta de que o futuro energético do Pentágono parece menos geradores a diesel e mais como usinas nucleares miniaturas.
A Antares Nuclear, com sede na região de Torrance, na Califórnia, está desenvolvendo seu microreator R1 para aplicações de defesa e estratégicas. O reator gera entre 100 kWe e 1 MWe, o que, em termos práticos, significa energia suficiente para manter uma instalação militar remota operando sem depender de cadeias de suprimento de combustível vulneráveis.
Da fundação à fissão em três anos
A Antares foi fundada em 2023 por Jordan Bramble e Julia DeWahl. Em 4 de junho de 2026, seu reator atingiu criticidade no Idaho National Laboratory sob o Programa de Reator Piloto do Departamento de Energia, tornando a Antares o primeiro reator avançado desenvolvido privadamente a alcançar esse marco no programa do DOE.
A empresa havia encerrado anteriormente uma rodada de financiamento Série B de US$ 96 milhões em dezembro de 2025, que incluiu US$ 71 milhões em equity liderados pela Shine Capital e US$ 25 milhões em dívida. Antes disso, a Antares arrecadou US$ 30 milhões em uma rodada Série A em 2024, levando seu financiamento total para além de US$ 130 milhões mesmo antes deste último aporte de capital.
Por que o Pentágono quer reatores de bolso
O R1 foi projetado para operar por mais de seis anos sem reabastecimento.
A Antares já estabeleceu parcerias com principais entidades governamentais, incluindo o Departamento de Defesa dos EUA, o Departamento de Energia, a NASA e ramos militares como a Força Aérea e a Força Espacial. A empresa recebeu US$ 3,75 milhões em financiamento do DoD concedido em setembro de 2024.
A empresa opera uma instalação verticalmente integrada em Torrance, Califórnia, e estabeleceu metas de produção de dez unidades por ano.
O cenário competitivo está aquecendo
A Antares está visando a geração de eletricidade até 2027 e implantações iniciais até 2028, o que a tornaria uma das primeiras empresas de reatores avançados a alcançar status operacional.
