O Alphabet acabou de arrecadar US$ 25 bilhões em Wall Street, e os investidores quase se empurraram para contribuir. A empresa-mãe do Google protocolou uma oferta de títulos em dez partes em 6 de agosto, com vencimentos que se estendem de 2 a 40 anos, arrecadando aproximadamente US$ 115 bilhões na demanda máxima. Isso é mais de quatro vezes a quantia oferecida.
O negócio foi precificado no valor total de US$ 25 bilhões, tornando-se a terceira grande captação de capital da Alphabet em 2026. Somado às suas movimentações anteriores este ano, a empresa agora arrecadou mais de US$ 125 bilhões em novos fundos em um único ano civil.
Um ano de arrecadação incessante
Em fevereiro, a empresa vendeu US$ 20 bilhões em títulos multicurrency, incluindo uma tranche de 100 anos. Em junho, a Alphabet concluiu uma oferta de ações aumentada para quase US$ 85 bilhões.
O cronograma é deliberado. Esses esforços de captação de recursos coincidem com a segunda revisão em alta das previsões de gastos com capital da Alphabet para 2026. Os recursos provenientes desta última emissão de títulos são destinados à infraestrutura relacionada à IA, principalmente centros de dados e o hardware especializado necessário para treinar e executar modelos cada vez mais poderosos.
Por que a urgência?
A Alphabet recentemente divulgou seu primeiro fluxo de caixa livre trimestral negativo, um marco que normalmente assustaria investidores. O mercado parece disposto a tratar isso como um recurso, e não como um defeito, interpretando o consumo de caixa como investimento agressivo e não como deterioração operacional.
A Alphabet não está sozinha nessa estratégia. A Meta teria planejado uma emissão de dívida de US$ 30 bilhões para financiar infraestrutura de IA.
O que o mercado de títulos está nos dizendo
Quando uma empresa solicita US$ 25 bilhões e recebe US$ 115 bilhões em interesse, o mercado está fazendo uma declaração sobre a disposição para assumir riscos. Os investidores em títulos estão, efetivamente, dizendo que confiam na Alphabet para honrar essa dívida por períodos de até quatro décadas, através de ciclos econômicos, mudanças regulatórias e quaisquer disrupturas tecnológicas que possam surgir entre agora e 2066.
Para investidores em ações, a situação é mais complexa. A ação do Alphabet experimentou volatilidade notável ligada às revisões de seus gastos com capital e ao trimestre de fluxo de caixa livre negativo. Adicionar US$ 25 bilhões em dívida ao balanço aumenta as obrigações financeiras, mesmo que as taxas de juros sejam favoráveis.
