
Sheikh Tahnoon bin Zayed al Nahyan, conselheiro de segurança nacional dos Emirados Árabes Unidos, e seus co-investidores detêm 49% do stake na WLTC Holdings, a empresa holding por trás da empreitada bancária planejada pela World Liberty Financial, segundo um relatório do Wall Street Journal publicado em 27 de ago. A posição é detida por meio da StringZ Holding RSC, enquanto uma entidade ligada à família Trump detém cerca de 38%, segundo o relatório. Os números tornariam o investidor de Abu Dhabi e seus co-investidores os maiores acionistas da holding por trás do banco planejado. A World Liberty Financial, o projeto de finanças descentralizadas ligado à família Trump, vem trabalhando desde início de 2026 para obter uma carta federal para suas operações com stablecoin.
O que a divulgação de propriedade mostra
A divulgação esclarece a estrutura de capital por trás da entrada da World Liberty no setor bancário com carta federal. O Escritório dos Controladores da Moeda dos EUA concedeu esta semana aprovação condicional preliminar para que a World Liberty estabeleça um banco fiduciário nacional que emitirá, resgatará e protegerá sua stablecoin USD1, um passo que a empresa descreveu como superando seu primeiro obstáculo do OCC. Essa aprovação permanece condicional, e o banco ainda deve cumprir as condições do OCC e passar por uma inspeção final antes de começar as operações.
Um aprofundamento da relação com Abu Dhabi
Tahnoon e seus co-investidores anteriormente investiram US$ 500 milhões na World Liberty Financial em janeiro de 2025 por uma participação de 49% na empresa, um acordo o site cobriu como um dos maiores investimentos em cripto vinculados a soberanos. A nova participação na holding indica que os mesmos investidores estão apoiando também a divisão bancária, bem como o negócio de cripto mais amplo, aprofundando a sobreposição entre os empreendimentos de uma família presidencial dos EUA e um investidor vinculado a um estado estrangeiro.
O que permanece obscuro
O relatório do Journal não detalha as identidades dos co-investidores ao lado de Tahnoon nem como o controle é dividido entre os blocos de 49% e 38%. Como as cifras de propriedade vêm da reportagem do Journal e não de um arquivo público, a estrutura completa pode não ser confirmada até que a World Liberty ou os reguladores publiquem documentos formais. A aprovação da OCC é preliminar e condicional, portanto o banco fiduciário ainda não começou a operar e pode ainda não obter a autorização final. Também ainda não está claro se os co-investidores incluem veículos de fundos soberanos ou outros patrocinadores institucionais.

