No podcast da a16z crypto, o debate sobre o CLARITY Act voltou a uma grande pergunta desconfortável: “regras mais claras teriam tornado menos provável outra colapso do tipo FTX?” De acordo com os comentários do podcast de 1º de agosto, a resposta foi principalmente “sim”, pelo menos no que diz respeito a supervisões, auditorias e responsabilidade das exchanges de criptomoedas.
A discussão ressurgiu hoje em 6 de agosto, após Wu Blockchain compartilhar um trecho do podcast, no qual a16z crypto detalhou como a legislação proposta poderia redefinir o cenário regulatório para ativos digitais nos Estados Unidos.
Por que a Lei CLARITY importa para exchanges de criptomoedas
Durante a conversa, argumentou-se que os EUA ainda não possuem um quadro regulatório federal abrangente para exchanges de criptoativos. Enquanto os mercados financeiros tradicionais operam sob supervisão estabelecida, as plataformas de negociação de criptoativos atualmente não têm uma estrutura semelhante em todo o país.
De acordo com a discussão, o CLARITY Act atribuiria responsabilidades de supervisão tanto à SEC quanto à CFTC, ao mesmo tempo em que introduziria requisitos de divulgação, disposições anti-fraude, regras sobre insider trading e, principalmente, obrigações de auditoria para intermediários de criptoativos.

O objetivo mais amplo, conforme descrito no podcast, é criar certeza regulatória de longo prazo para exchanges, instituições, empreendedores e consumidores, em vez de depender de orientações de agências mutáveis.
A queda da FTX permanece central ao debate
O colapso da FTX permaneceu um dos exemplos mais fortes utilizados durante a discussão. Argumentou-se que, se as exchanges de criptomoedas já estivessem operando sob padrões regulatórios semelhantes aos das instituições financeiras tradicionais, que incluem auditorias, programas de conformidade e controles de risco, as chances de falhas semelhantes poderiam ter sido significativamente reduzidas.
O podcast também destacou que o framework proposto exigiria que as exchanges de criptomoedas registradas federalmente operassem sob padrões de conformidade definidos. Plataformas que não atenderem a esses requisitos não serão permitidas operar livremente nos Estados Unidos.
Junto com a FTX, a discussão também mencionou o Terra-Luna como outro exemplo do porquê estruturas regulatórias claras são importantes, observando que stablecoins sem respaldo adequado não estariam em conformidade com o framework GENIUS existente.
Certeza regulatória vista como fundamento da indústria
Além da proteção ao investidor, os palestrantes argumentaram que a clareza regulatória está se tornando cada vez mais importante à medida que stablecoins, ativos tokenizados e infraestrutura de blockchain ganham adoção institucional mais ampla.
A discussão observou que a legislação oferece maior certeza de longo prazo do que apenas orientações de agências, dando às empresas confiança para desenvolver produtos que podem levar anos para serem criados.
Segundo o podcast, o ato CLARITY tem como objetivo fornecer essa base estável, definindo responsabilidades regulatórias, fortalecendo salvaguardas de mercado e criando regras que empresas de cripto compatíveis possam seguir a longo prazo.
Se a legislação finalmente for aprovada permanece uma questão e ainda é incerta, mas o debate continua a se concentrar em um tema recorrente: regras claras podem não conseguir eliminar todos os possíveis fracassos, mas os apoiadores do projeto CLARITY Act argumentam que podem, pelo menos, tornar colapsos catastróficos muito menos prováveis.



