Sessenta e dois mil carteiras acabaram de voltar à vida. Após permanecerem dormentes por meses, essas contas Solana retornaram com força na última semana, atraídas pelo chamado sedutor dos memecoins, que geraram mais de US$ 2 bilhões em volume de negociação à vista semanal.
Essa figura de reativação representa um aumento de 400% em relação à semana anterior, marcando a maior taxa de retorno de carteiras inativas em mais de um ano.
Os números por trás da loucura
Os US$ 2 bilhões em volume de memecoins representaram aproximadamente 19% da atividade total de negociação nos DEXs da Solana, que atingiu cerca de US$ 10,6 bilhões na semana.
Pump.fun, a plataforma de lançamento de memecoins que se tornou sinônimo do boom de criação de tokens no Solana, arrecadou US$ 1,21 milhão em receita em apenas um período de 24 horas. Para contexto, esse valor superou o Hyperliquid, que arrecadou cerca de US$ 1,03 milhão no mesmo período.
Os tokens impulsionando essa onda têm DNA familiar. O $JIMOTHY atingiu uma capitalização de mercado recorde de US$ 46,4 milhões em 22 de julho. O $ANSEM alcançou uma avaliação de aproximadamente US$ 169 milhões. O $KET ficou em torno de US$ 15 milhões.
Por que carteiras inativas importam
Kristen Smith, presidente do Solana Policy Institute, capturou o dinamismo no Breakpoint 2025 quando afirmou que “Solana é a rede mais utilizada no mundo devido aos memecoins.”
O que isso significa para os investidores
A questão da sustentabilidade é muito importante. Uma semana de US$ 2 bilhões pode ser seguida por uma semana de US$ 400 milhões se o impulso viral diminuir. Os traders que chegaram tarde ao $JIMOTHY, com capitalização de mercado de US$ 46 milhões, estão fazendo uma aposta muito diferente daqueles que entraram quando era de US$ 500 mil.
A receita ligeiramente menor de 24 horas da Hyperliquid em comparação com a pump.fun ilustra como a infraestrutura de memecoins está competindo diretamente com protocolos DeFi estabelecidos por atenção e capital.


