Análise de custo de mineração de bitcoin de 2010 ressurge, destaca economia da mineração inicial com CPU e GPU

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A análise de bitcoin de 2010 ressurgiu, oferecendo insights sobre a economia da mineração inicial. Uma postagem em fórum por TTBit mostra que minerar um bloco com CPU custava US$ 5,68, e 50 BTC eram considerados inviáveis. A discussão abordou a eficiência da GPU, com uma GTX 260 atingindo 33.000 KH/s. Satoshi Nakamoto estimou que um sistema AMD de 24 núcleos poderia dobrar esse valor. A postagem também previu o aumento da dificuldade e a profissionalização da mineração. Os níveis do índice de medo e ganância na época provavelmente refletiam incerteza, mas a tendência de longo prazo provou ser precisa.
Relatório do CoinNews:

Uma antiga postagem de fórum de Bitcoin de setembro de 2010 foi recentemente novamente destacada pelo mercado. A postagem mostra que, na fase em que o Bitcoin tinha quase nenhum preço real, usuários antigos já começavam a calcular cuidadosamente o custo da energia elétrica para mineração em computadores domésticos e discutiam se isso era vantajoso.

O custo da eletricidade por bloco é de aproximadamente US$ 5,68

O usuário TTBit mediu o consumo de energia do computador com um medidor de energia, e mostrou que, após desligar o monitor, o consumo total da máquina era de aproximadamente 140 watts. Segundo seu cálculo, o poder de processamento desse computador é de cerca de 2.200 kilohashes por segundo.

Com base na dificuldade da rede na época, a TTBit estima que minerar um bloco levará aproximadamente 14 dias e 2 horas. Todo o processo consumirá cerca de 47,3 quilowatts-hora de eletricidade. Se calculado a US$ 0,12 por quilowatt-hora, o custo da energia elétrica será de aproximadamente US$ 5,68.

Na época, a recompensa do bloco de Bitcoin era de 50 BTC, mas esse usuário ainda assim chamou esse esquema de "perdedor". Isso reflete que, em 2010, o Bitcoin ainda não tinha o valor de mercado de hoje, e os mineiros tinham uma percepção completamente diferente sobre o retorno em comparação com a atualidade.

O fórum já começou a discutir mineração com GPU

Esta postagem também registra os estágios iniciais da transição da mineração de Bitcoin de CPU para GPU. TTBit mencionou que usuários que utilizam software CUDA com placas gráficas conseguem alcançar uma capacidade de hash de 25 mil kilohashes por segundo, claramente superior à das CPUs comuns.

Outro participante afirmou que uma placa de vídeo Nvidia GTX 260, com consumo de cerca de 200 watts, conseguia alcançar 33 mil kilohashes por segundo. Essa eficiência era muito superior à das CPUs domésticas, tornando a mineração com GPU economicamente viável.

TTBit avaliou que, se o consumo total de energia dos dispositivos de GPU pudesse ser mantido abaixo de cerca de 1000 watts, a mineração de GPU poderia se tornar novamente lucrativa.

Satoshi Nakamoto também participou da discussão

Esta postagem também atraiu a participação de Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Na postagem, menciona-se que Satoshi Nakamoto estimou que um sistema AMD de 24 núcleos teria uma capacidade de processamento de aproximadamente 66 mil kilohashes por segundo.

TTBit também tentou estimar a dificuldade da rede no final de 2010, prevendo que poderia subir para cerca de 6672. Outro usuário do fórum acredita que esse número pode até mesmo ser conservador. Na época, TTBit escreveu que, se essa tendência persistisse, gerar novas moedas no futuro se tornaria bastante difícil.

Do ponto de vista do desenvolvimento posterior, esse julgamento foi basicamente válido. Com o aumento contínuo da dificuldade, a disseminação de GPUs e, posteriormente, a aparição de mineradoras ASIC, a mineração de Bitcoin evoluiu rapidamente de um experimento em computadores pessoais para uma indústria global altamente especializada.

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