O Grupo Volvo experimentou silenciosamente sua própria criptomoeda interna como parte de um piloto fechado de blockchain visando simplificar transações com fornecedores, segundo uma entrevista com Ivan Branco, Chefe de Gestão da Informação, IA e Análise da Volvo, publicada pela Cardano Foundation. O que a Volvo testou - A iniciativa foi uma rede blockchain fechada e com permissão que conectava a Volvo a fornecedores de materiais e transporte. - Em vez de usar um token público, a empresa criou um ativo digital proprietário para viabilizar transações e compartilhar registros dentro dessa rede fechada. - A Volvo apresentou o experimento como uma verificação de se a blockchain pode criar um único sistema de transações para fornecedores, parceiros logísticos e o fabricante — não como um esforço para lançar uma criptomoeda negociada publicamente. O que se sabe (e o que não se sabe) - A Volvo não divulgou o design técnico do token, a plataforma de blockchain subjacente nem se o piloto envolveu transferências com valor econômico real. - O piloto permanece como uma exploração interna e não avançou para uma implementação em escala industrial, nem a Volvo anunciou planos de liberar o token publicamente ou implementar o sistema em toda a sua operação. Por que a Volvo está explorando a blockchain - Rastreabilidade da cadeia de suprimentos: A Volvo está investigando a blockchain para melhorar os registros sobre a origem e o movimento de componentes — uma tarefa frequentemente difícil quando as peças passam por múltiplos fornecedores. - Conformidade regulatória e comercial: Registros compartilhados e imutáveis podem facilitar a demonstração de proveniência em casos onde sanções, restrições comerciais ou regras de sourcing são relevantes. - Passaportes Digitais de Produto e remanufatura: Um livro-razão compartilhado poderia apoiar os requisitos de Passaporte Digital de Produto do tipo UE e fornecer dados confiáveis do ciclo de vida necessários para remanufatura e iniciativas de economia circular. - Simplificação operacional: Uma única camada de transações compartilhada poderia reduzir a complexidade e os custos de reconciliação entre sistemas de fornecedores distintos. Contexto e precedentes - Este experimento se baseia em trabalhos anteriores de blockchain dentro do grupo mais amplo da Volvo. Em 2019, a Volvo trabalhou com a Circulor para rastrear a proveniência do cobalto nas cadeias de suprimentos, visando reduzir vínculos com minérios de conflito e trabalho infantil. Esforços relacionados posteriormente se estenderam à Polestar, que usou tecnologia blockchain para melhorar a rastreabilidade do cobalto em sua cadeia de suprimentos de baterias. - O presente teste difere ao focar não apenas na proveniência e rastreamento, mas também em saber se uma criptomoeda proprietária pode também viabilizar transações entre empresas dentro de uma rede de fornecedores. Barreiras permanecem Branco destacou vários obstáculos práticos para a adoção mais ampla de blockchain empresarial: integração com sistemas legados, desafios de escalabilidade e manutenção, e limitado entendimento interno da tecnologia blockchain. Conclusão O piloto da criptomoeda proprietária da Volvo é um experimento pragmático para verificar se uma blockchain fechada pode reduzir a complexidade entre fornecedores e fornecer registros compartilhados mais confiáveis. Por enquanto, trata-se de um esforço interno de P&D — interessante do ponto de vista de caso de uso corporativo de blockchain, mas não um sinal de que a Volvo está entrando no mercado de criptomoedas públicas. Nenhuma data de lançamento ou decisão sobre implantação mais ampla foi anunciada.
Volvo testa criptomoeda interna em blockchain autorizada para transações com fornecedores
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O Volvo Group está testando uma criptomoeda interna em uma blockchain permitida para transações com fornecedores, segundo notícias na blockchain. O piloto, liderado por Ivan Branco, foca em P&D interno e não envolve tokens públicos nem transferências de valor real. Notícias sobre blockchain destacam os objetivos mais amplos da Volvo: rastreabilidade, conformidade e eficiência logística. O projeto segue trabalhos anteriores com a Circulor no rastreamento de cobalto. Os desafios incluem integração de sistemas e escalabilidade. Não há planejamento de lançamento público.
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