Os fundos dos EUA tokenizados continuam a atrair capital institucional à medida que a finança on-chain regulamentada se expande além da adoção inicial. Esse padrão surge porque as instituições ainda preferem emissores com liquidez e canais de distribuição estabelecidos.
Como resultado dessa preferência, Arbitrum [ARB] lidera com cerca de 12.500 carteiras distintas de detentores, principalmente através do Theo. Solana [SOL] vem a seguir com cerca de 8.200 carteiras, apoiada principalmente pela Ondo Finance [ONDO] e Etherfuse.

Enquanto isso, Sui [SUI] se aproxima de 6.000 detentores, reforçando a crescente presença multi-cadeia da Ondo. Além disso, HyperEVM e Base adicionam quase 4.000 e 3.200 detentores, ampliando ainda mais o alcance institucional.
Ainda assim, o Ethereum [ETH] possui apenas cerca de 2.000 detentores, apesar de suportar vários emissores. Isso sugere que a reputação do emissor, e não apenas a disponibilidade da cadeia, é o principal impulsionador da liquidez, do crescimento de usuários e da futura competição nos mercados de fundos tokenizados.
Ações tokenizadas redefinem a utilidade da blockchain
O impulso institucional não está mais limitado a fundos tokenizados. Os participantes do mercado também estão investindo em ações, que ampliaram sua presença em várias plataformas de blockchain.
O setor atingiu um recorde histórico de US$ 2,3 bilhões em capitalização de mercado, demonstrando crescente interesse em produtos financeiros on-chain.
Ethereum lidera com US$ 783,2 milhões. Isso representa 34% do valor total, refletindo seu papel como camada principal de custódia. A BNB Chain segue com US$ 679,8 milhões, enquanto o Solana detém US$ 535,9 milhões. No entanto, o valor de mercado conta apenas parte da história.

Além disso, Solana processa aproximadamente 95%–97% do comércio de ações tokenizadas. Isso indica que a execução está cada vez mais se deslocando longe dos locais onde os ativos são armazenados.
Essa divergência implica que as instituições estão começando a separar as funções de custódia e negociação, potencialmente redefinindo o liderança na blockchain ao enfatizar liquidez, eficiência de liquidação e atividade do usuário, e não apenas o valor travado.
A utilidade surge como a vantagem competitiva da blockchain
Essa mudança reflete uma variação em toda a indústria na forma como os concorrentes de blockchain atraem capital de investimento institucional. Os investidores estão avaliando cada vez mais a qualidade da execução e a atividade econômica real, em vez de priorizar apenas o TVL.
O volume de DEX, a atividade de transações e a geração de taxas tornaram-se agora as principais métricas de utilidade da rede, substituindo a liquidez passiva como principal referência. Investidores institucionais continuam a preferir plataformas que oferecem liquidação rápida a baixo custo, mantendo ao mesmo tempo arquiteturas de tokens em conformidade regulatória.
À medida que a tokenização se expande, redes que oferecem maior eficiência de capital e resiliência operacional provavelmente atrairão maior liquidez, reforçando a utilidade como a principal vantagem competitiva da blockchain.
Resumo Final
- Fundos dos EUA tokenizados e ações tokenizadas estão se expandindo, sinalizando uma adoção mais forte institucional de ativos financeiros na cadeia.
- A competitividade da blockchain é cada vez mais definida pela qualidade da execução, liquidez e utilidade, e não apenas pelo TVL.



