A Espanha acabou de colocar a França em desvantagem de 2 a 0 na semifinal da Copa do Mundo de 2026, e a expressão de Kylian Mbappé contou toda a história. O homem que entrou na partida com oito gols no torneio, empatado com Lionel Messi na chuteira de ouro, parecia alguém que acabou de ver sua carteira de hardware ser esvaziada em tempo real.
A semifinal de 14 de julho da Copa do Mundo da FIFA de 2026 deveria ter sido o momento de coroação de Mbappé. Em vez disso, o meio-campo da Espanha sufocou o ataque da França tão completamente que os Bleus conseguiram apenas 0,26 gols esperados ao longo da partida. Para contextualizar, isso significa que a França tinha aproximadamente uma chance em quatro de marcar pelo menos um gol, muito menos realizar uma virada.
A aula tática da Espanha
A Espanha, campeã europeia defensora, entrou nesta partida com um plano claro: dominar o meio-campo, controlar a posse de bola e tornar a velocidade explosiva da França irrelevante. Funcionou quase de forma cômica.
A França parecia imparável em sua partida das quartas de final, eliminando o Marrocos por 2 a 0 com gols de Mbappé e Dembélé. A Espanha jogou mais como um acumulador paciente, controlando a bola, reduzindo o espaço e esperando pelo momento exato para atacar. Eles encontraram esse momento duas vezes.
O que isso significa para o torneio
A dominância da Espanha nesta semifinal redefine a narrativa rumo à final. Os campeões europeus defensores agora demonstraram que conseguem neutralizar o atacante mais perigoso do torneio.
A corrida pela Bota de Ouro de Mbappé contra Messi também adquire novas dimensões. Com oito gols cada um entrando nas semifinais, Mbappé precisava de oportunidades contínuas para se distanciar. A abordagem defensiva sufocante da Espanha, que limitou a França a apenas 0,26 gols esperados, reduziu essas oportunidades a quase nada.
