Um senador recém-eleito nas eleições gerais do Peru de 2026 possui uma condenação por fraude de 2014, múltiplas sentenças judiciais relacionadas a pensão alimentícia e um recente caso de reincidência em fraude qualificada que foi resolvido apenas por meio de um acordo no ano passado. Jorge Gavidia, representante do Partido do Bom Governo, projeta na mídia social a imagem de um cientista bem-sucedido, enquanto seu histórico judicial conta uma história muito diferente.
O recorde por trás do currículo
Gavidia, bióloga por formação, com foco em biotecnologia e desenvolvimento rural, foi condenada por fraude em 2014. O caso surgiu de uma parceria comercial com o oncologista Luis Taxa Rojas para importar equipamentos médicos de diagnóstico coreanos para rastreamento de câncer cervical.
Taxa Rojas relatou que Gavidia não cumpriu seu acordo enquanto ele estava na Coreia do Sul.
Além do caso de fraude de 2014, Gavidia acumulou duas condenações relacionadas a pensão alimentícia e duas proibições separadas de saída, que o impediam de deixar o Peru, restrições que permaneceram em vigor até 2025. Depois veio a acusação de fraude qualificada com reincidência, que ele resolveu por meio de um acordo apenas no ano passado.
Uma plataforma partidária cheia de ambição, mas escassa em detalhes digitais
O Partido do Bom Governo, liderado pelo candidato presidencial Jorge Nieto, faz campanha para aumentar o investimento do Peru em ciência e tecnologia. O país atualmente gasta cerca de 0,13% do PIB em ciência e tecnologia, e o partido deseja elevar esse valor para aproximadamente 0,5% até 2026.
A plataforma inclui propostas para ligar universidades a iniciativas de inovação, como o ProInnóvate, e ambições mais amplas de governança digital. As propostas tecnológicas do partido não contêm menção discernível a criptomoedas, blockchain ou quadros de ativos digitais.
O que isso significa para a criptomoeda no Peru
As eleições do Peru em 2026 produziram vários candidatos com históricos judiciais, e Gavidia é apenas um exemplo.
O Brasil aprovou seu quadro regulatório de criptomoedas em 2023. Na Argentina, a adoção de stablecoins disparou como proteção contra a inflação. Nenhuma conversa legislativa equivalente começou no Peru a nível nacional.
