Micron ultrapassa US$1 trilhão em capitalização de mercado amid crescimento de HBM, desperta debate na Wall Street

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As ações da Micron ultrapassaram uma capitalização de mercado de US$ 1 trilhão em 26 de maio, impulsionadas pelo aumento da demanda por seu HBM na infraestrutura de IA. A fabricante de chips assinou um contrato de fornecimento de cinco anos com a Nvidia em março, e seu HBM agora faz parte da próxima plataforma Vera Rubin. Analistas discutem se a avaliação é sustentável ou apenas um movimento do ciclo de memória. Dados on-chain mostram que participantes do mercado de criptomoedas estão acompanhando de perto a demanda por GPUs impulsionada por IA e seu potencial impacto no sentimento geral.

A disputa entre Micron e Nvidia passou de uma discussão niche sobre chips para um dos confrontos mais quentes do mercado — e está revelando profundas divisões entre analistas. A alta da Micron foi dramática: a ação chegou brevemente a superar um capitalização de mercado de US$ 1 trilhão em 26 de maio — uma empresa que valia pouco mais de US$ 100 bilhões há um ano. As ações estão negociando próximas a US$ 996 (em queda acentuada durante o dia), mas o alvo de preço médio de Wall Street situa-se em cerca de US$ 717 — cerca de 28% abaixo do preço de mercado. Essa lacuna captura a questão central sobre a qual os investidores estão discutindo: a avaliação da Micron é uma reavaliação duradoura ligada à demanda por IA, ou um boom cíclico da memória disfarçado com retórica de IA? Por que as comparações com a Nvidia? Há três anos, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, reuniu-se com o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, e argumentou que a memória — e não apenas os processadores — se tornaria um gargalo crítico para a infraestrutura de IA. Essa conversa redefiniu a estratégia da Micron: a empresa mudou seu foco de DRAM commodity para parcerias de longo prazo em memória de alta largura de banda (HBM), desenvolvidas em conjunto. Hoje, a HBM da Micron está intimamente integrada à próxima plataforma Vera Rubin da Nvidia, e em março a Micron assinou seu primeiro acordo de fornecimento de cinco anos — uma mudança significativa para uma indústria historicamente governada por flutuações de preços de curto prazo. Jensen Huang: “Fiquei realmente grato por Micron e Nvidia terem alinhado completamente nossos planos.” Os resultados têm sido impressionantes. No último trimestre, a Micron relatou receita de US$ 24 bilhões — contra US$ 8 bilhões um ano antes — e lucro operacional de US$ 16 bilhões. A gestão prevê US$ 33,5 bilhões para este trimestre, e alguns modelos de analistas até projetam cerca de US$ 100 bilhões em lucro líquido para ambos os anos de 2027 e 2028. O mercado de HBM que a Micron visa é projetado para atingir US$ 100 bilhões até 2028, o que ajuda a explicar por que os investidores têm se concentrado em ações semicondutoras de IA. Mas o debate gira em torno da vantagem competitiva. A Nvidia possui economias semelhantes às de software — margens brutas na faixa de 70–75% — impulsionadas por um ecossistema CUDA exclusivo que dificulta a migração dos clientes. Já a Micron enfrenta concorrência direta da Samsung e da SK Hynix em um mercado onde grandes compradores podem pressionar os preços para baixo e trocar fornecedores. Essa diferença estrutural ajuda a explicar por que a Micron não está sendo agrupada no mesmo clube dos “Magníficos Sete” como a Nvidia, apesar de sua capitalização de US$ 1 trilhão. Ben Bajarin: “Eles estão vendo demanda de longo prazo dos clientes, com compromisso real. Esse é o principal impulso que os leva a gastar dinheiro.” A memória também é o segmento mais cíclico dos semicondutores. Os urso alertam que, à medida que os concorrentes aumentam a produção de HBM, a atual escassez pode se desfazer rapidamente e fazer cair os lucros da Micron. Os touros contestam que os acordos de co-desenvolvimento, os contratos de fornecimento de longo prazo e a integração com plataformas como Vera Rubin proporcionam um perfil de demanda mais duradouro. Wall Street permanece dividida: o alvo médio situado 28% abaixo dos níveis atuais das ações reflete diretamente essa incerteza. Dan Hutcheson: “Nos primeiros dias, ninguém dava chance à Micron. Eles sempre tiveram essa atitude de costas contra a parede. Se perderem isso, como a Intel perdeu, morrerão.” Para traders e investidores em criptomoedas, essa batalha importa além das ações de chips. A demanda impulsionada por IA por aceleradores e HBM pode deslocar liquidez entre setores tecnológicos, afetar o fornecimento de GPUs usado em algumas cargas de trabalho de criptomoedas e influenciar a aversão ao risco macroeconômico que frequentemente move os mercados de criptomoedas. Se o aumento da Micron for uma reavaliação estrutural ou o pico de um superciclo moldará as narrativas tanto do setor semicondutor quanto do mercado mais amplo nos próximos meses. Resumo: A Nvidia ainda parece ser o negócio mais duradouro e com margens mais altas; a Micron é uma história de recuperação com potencial real — mas também riscos cíclicos reais. O mercado está precificando ambas as empresas mais próximas do que seus modelos de negócios justificam, e Wall Street ainda não chegou a um consenso sobre qual visão vencerá.

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