A polícia francesa desmantelou um caso de fraude imobiliária relacionado a ativos criptográficos. Dois suspeitos foram acusados de defraudar um casal de aproximadamente 1,5 milhão de euros em ativos criptográficos por meio de uma transação falsa de uma vila. A investigação durou um ano, e os dois foram detidos à espera de julgamento.
Suspeito se passa por intermediário comprador
Segundo a mídia francesa Var-Matin, os dois suspeitos são uma mãe e seu filho, capturados em 25 de junho em uma propriedade alugada em Cavalaire-sur-Mer, no sul da França. Os investigadores afirmaram que os dois alvejaram um casal de Ramatuelle, que colocou à venda, na primavera de 2025, uma villa avaliada em cerca de 10 milhões de euros.
A polícia afirmou que o suspeito se apresentou como representante de um comprador rico da Itália, convidando o vendedor a ir a Milão para negociações. O suposto comprador fez uma oferta acima do preço listado durante o encontro, mas exigiu que o vendedor primeiro provasse que possuía ativos criptográficos suficientes para cobrir as taxas associadas à transação de cerca de 1,5 milhão de euros.
Encontro em Milão tornou-se ponto de virada no roubo de fundos
Investigadores franceses afirmaram que o segundo encontro em Milão foi um ponto crucial do caso. Os suspeitos solicitaram acesso às informações da carteira criptográfica sob o pretexto de verificar ativos.
A polícia suspeita que os dois aproveitaram a oportunidade para desviar a atenção da vítima e usar óculos com câmeras ocultas para registrar informações sensíveis da carteira, incluindo detalhes da conta e chaves privadas. Os investigadores acreditam que os suspeitos, em seguida, acessaram rapidamente a carteira e transferiram os ativos criptografados da vítima.
- O valor envolvido é de aproximadamente 1,5 milhões de euros
- A vítima vendeu uma propriedade avaliada em cerca de 10 milhões de euros
- O valor estimado total dos imóveis relacionados apreendidos é de aproximadamente 1,9 milhões de euros
O tribunal já apreendeu três propriedades relacionadas.
A polícia afirmou que os suspeitos usaram identidades falsas e se moveram frequentemente dentro da França, dificultando a investigação. Os dois supostamente residem na região de Paris e têm antecedentes criminais semelhantes, mas negaram as acusações durante os interrogatórios.
Atualmente, as duas pessoas foram colocadas sob supervisão judiciária e estão agendadas para comparecer ao Tribunal Penal de Draguignan em 1º de setembro. As acusações propostas pelo Ministério Público incluem fraude organizada e incapacidade de justificar a origem dos fundos.
Ao mesmo tempo, um tribunal francês ordenou a apreensão de três propriedades na Costa Azul relacionadas ao suspeito, com valor estimado total de cerca de 1,9 milhões de euros, aguardando o resultado do processo.
Casos de ataques a detentores de criptomoedas na França aumentam
Os investigadores classificaram este caso como um golpe tradicional de "rip deal", e não como extorsão violenta, mas o caso mais uma vez demonstra que os criminosos estão adaptando técnicas tradicionais de fraude imobiliária para direcionar detentores de ativos criptográficos.
O sistema interno da França divulgou esta semana que, em 2026, a França registrou 77 casos relacionados ao setor de criptomoedas envolvendo sequestros, detenção ilegal, extorsão ou tentativas, superando os 45 registrados em 2025. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que os casos envolvidos são graves, mas as medidas de segurança de emergência implementadas no último ano já começaram a surtir efeito.
Ele também afirmou que as autoridades policiais prenderam cerca de 200 pessoas após os ataques e ações preventivas, além de 724 participantes do setor terem se juntado à plataforma francesa de identificação imediata, um aumento de 11% em relação ao anterior.
