A FIFA está sob críticas por se recusar a liberar imagens do VAR de uma polêmica decisão de pênalti no empate de 1 a 1 entre Catar e Suíça em 13 de junho, partida da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A decisão de reter as imagens atraiu críticas acerbas de comentaristas e torcedores, levantando perguntas diretas sobre o compromisso da entidade com a transparência no exato momento em que tenta vender ao mundo a engajamento de torcedores baseado em blockchain.
O que aconteceu no campo
A partida em questão viu Catar e Suíça empatarem em 1 a 1. O ponto de tensão ocorreu quando os árbitros concederam uma penalidade à Suíça após determinarem que o goleiro do Catar, Mahmud Abunada, cometeu uma falta contra o meia suíço Remo Freuler.
A VAR foi consultada. A penalidade permaneceu.
As replays disponíveis na transmissão sugeriram fortemente que Freuler poderia ter estado em posição de impedimento antes mesmo da falta ocorrer. A FIFA nunca divulgou as imagens do VAR, as linhas de quadro congelado ou qualquer uma das visualizações que normalmente acompanham uma decisão tão apertada. Nenhum gráfico de impedimento calibrado. Nenhuma explicação. Apenas uma penalidade e um empate.
Gary Neville, o ex-zagueiro do Manchester United e renomado analista, estava entre os que pediram à FIFA para publicar as imagens. Seu argumento é direto: se o VAR existe para corrigir erros claros usando tecnologia, as imagens que fundamentaram a decisão devem ser públicas.
O problema da transparência encontra as ambições da blockchain
Essa controvérsia ocorre em um momento delicado para a FIFA, que tem ativamente construído infraestrutura de blockchain em preparação para o torneio de 2026. Em 2025, a FIFA selecionou a Avalanche para ajudar a impulsionar uma blockchain Layer-1 personalizada projetada para aprimorar a experiência dos torcedores, com ênfase em tokens de torcedores e sistemas de ingressos por QR.
A FIFA está adotando uma tecnologia cuja proposta de valor central é abertura e verificabilidade, ao mesmo tempo em que se recusa a verificar uma decisão que alterou o resultado de uma partida da Copa do Mundo. A pesquisa observa que não há links diretos entre a controvérsia do VAR e quaisquer criptoativos ou tokens específicos.
Golpes e fiscalização à medida que se aproxima o torneio
Relatos de golpes relacionados a criptomoedas direcionados a fãs da Copa do Mundo surgiram na prévia do torneio. Atores mal-intencionados têm explorado o ciclo de entusiasmo com vendas falsas de tokens, esquemas de phishing e plataformas fraudulentas de ingressos que imitam canais oficiais.
O que isso significa para os investidores
Investidores em projetos de criptomoedas relacionados ao esporte devem observar se a FIFA eventualmente libera as gravações do VAR, pois isso representaria uma concessão significativa ao ethos de transparência que sustenta sua própria estratégia de blockchain. Projetos de fan tokens em toda a indústria já enfrentaram questões regulatórias sobre se constituem valores mobiliários, e controvérsias de grande destaque apenas intensificam esse exame.

