A CME Group está sob ataque de defensores da política cripto, que afirmam que a exchange está usando os tribunais para proteger um quase monopólio nos mercados de derivados dos EUA. Jake Chervinsky, CEO do Hyperliquid Policy Center, criticou fortemente a CME esta semana após a exchange processar a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) e seu presidente, Michael Selig, por causa da recente aprovação da regulamentação de futuros perpétuos cripto. Em uma postagem em X em 19 de junho, Chervinsky chamou a ação judicial de “má calculada chocante” e acusou a CME de se revelar como “um monopolista estabelecido e mesquinho com medo da concorrência”. A crítica do Hyperliquid — feita em uma postagem de 18 de junho que cita dados do Better Markets — destaca o quão dominante é a CME: cerca de 92% do volume de derivativos negociados em exchanges nos EUA, afirma a postagem. “Quando um único local detém tanto volume, todos os demais arcam com o custo. Menos escolha, preços mais altos”, escreveu o grupo, argumentando que anos de traders dos EUA sendo forçados a operar no exterior para acessar produtos do tipo perpétuo só terminaram após reguladores recentemente abrirem um caminho doméstico compatível. O que desencadeou a disputa legal A ação judicial desafia a decisão da CFTC de permitir futuros perpétuos cripto regulamentados em plataformas dos EUA, como Coinbase e Kalshi, uma medida que já gerou mais de US$ 1 bilhão em volume de negociação, segundo reportagens anteriores. A CME argumenta que esses contratos perpétuos foram mal caracterizados pela agência — afirmando que deveriam ser regulamentados como swaps sob o título VII do Dodd-Frank, e não como futuros convencionais. Em comentários públicos e arquivos judiciais, a CME disse que a CFTC se desviou do tratamento estabelecido para instrumentos semelhantes e aprovou um novo tipo de produto sem passar por um processo formal de regulamentação. O saindo CEO da CME, Terrence Duffy, disse à CNBC esta semana que a exchange planejava ação legal após as aprovações, reiterando o argumento de swaps versus futuros. Por que isso importa para os mercados e reguladores O Hyperliquid e Chervinsky enquadram a ação judicial como um incumbente resistindo à concorrência justamente quando um produto realmente novo de derivados — futuros perpétuos — entra nos mercados regulamentados dos EUA pela primeira vez em mais de uma década. O grupo também citou a observação recente do presidente da CFTC, Michael Selig, de que “interesses consolidados sempre temem o futuro”, usando-a para argumentar que empresas tradicionais frequentemente resistem a novos entrantes. A disputa ocorre enquanto os próprios reguladores revisam as regras classificatórias em questão. A CFTC e a Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC) lançaram uma consulta pública conjunta pedindo contribuições sobre como swaps, swaps baseados em títulos, swaps mistos e outros derivados modernos devem ser tratados sob o Dodd-Frank. As agências afirmam que a revisão pode esclarecer “ambiguidades de longa data”; o presidente da SEC, Paul Atkins, disse que a clarificação está atrasada. A consulta estará aberta para comentários públicos por 60 dias após sua publicação no Federal Register. Conclusão: o conflito opõe uma exchange dominante defendendo sua interpretação legal do Dodd-Frank contra empresas e defensores cripto que afirmam que abrir um caminho regulamentado para os perpétuos rompe uma dependência de longa data em plataformas no exterior — e pode finalmente trazer mais concorrência e escolha aos mercados de derivados dos EUA.
CME processa a CFTC por causa de derivados perpétuos de cripto, acusada de proteger o monopólio de 92% nos derivados
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A CME Group processou a CFTC e o presidente Michael Selig pela aprovação do regulador de futuros perpétuos de criptomoedas em plataformas como Coinbase e Kalshi. A exchange afirma que esses contratos deveriam ser classificados como swaps sob o Dodd-Frank, e não como futuros. Esses produtos geraram mais de US$ 1 bilhão em volume, afetando a liquidez e os mercados de criptomoedas. A CME enfrenta críticas por supostamente proteger sua participação de 92% no mercado de derivados. O Hyperliquid Policy Center chamou a medida de escudo contra riscos de CFT (Combate ao Financiamento do Terrorismo) e concorrência.
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