O Brasil mantém a proibição de doações em criptomoedas antes das eleições nacionais de 2026

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AI summary iconResumo
  • O Brasil mantém uma proibição sobre doações de campanha em criptomoedas para garantir a transparência dos doadores.
  • O financiamento coletivo para eleições permanece legal, mas exige verificação dos doadores e aprovação do TSE.
  • As autoridades alertaram que violações das regras de financiamento de campanha podem resultar em multas e investigações.

As autoridades brasileiras reafirmaram restrições ao uso de criptomoedas em atividades relacionadas às eleições à medida que o país se aproxima de suas eleições gerais, fortalecendo regras destinadas a garantir transparência no financiamento político e intensificando a supervisão do uso de ativos digitais dentro de canais financeiros regulamentados.

O Ministério Público Federal (MPF) publicou um artigo explicativo em 22 de junho detalhando por que doações em criptomoedas a partidos políticos e candidatos permanecem proibidas. De acordo com a agência, a restrição está em vigor desde dezembro de 2019, após a aprovação da Resolução 23.607/2019 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil.

A esclarecimento vem antes do ciclo eleitoral do Brasil, com o primeiro turno das votações para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais agendado para 4 de outubro. Um segundo turno, se necessário, está previsto para 25 de outubro.

Regras de Transparência Levam à Proibição de Doações em Criptomoeda

Em sua explicação, o MPF afirmou que as doações eleitorais devem ser totalmente identificáveis. Embora os eleitores possam contribuir por meio de PIX e transferências bancárias tradicionais, doações feitas em criptomoedas não são permitidas, pois as regras eleitorais exigem identificação clara dos doadores.

A agência observou que as criptomoedas são consideradas pseudoanônimas, o que pode dificultar a verificação da identidade das pessoas por trás das transações. Por esse motivo, as autoridades vincularam a proibição diretamente aos requisitos de transparência que regulam o financiamento de campanhas.

A TSE reafirmou a restrição no mês passado, destacando que a regra permanece em vigor durante o atual período eleitoral.

Ao mesmo tempo, o MPF destacou que campanhas de financiamento coletivo para fins políticos permanecem permitidas. Esses esforços de arrecadação de fundos, no entanto, devem cumprir os requisitos de identificação dos doadores e só podem ser realizados por meio de plataformas registradas e autorizadas pelo TSE.

As autoridades alertaram que violações das regras de financiamento de campanha podem resultar em penalidades, incluindo multas, reembolso de recursos recebidos indevidamente ao Tesouro Nacional e possíveis investigações relacionadas ao abuso de poder econômico.

Juntamente com as regras de financiamento de campanha, Brazil impôs limites aos mercados de previsões relacionados a eleições.

Em abril, as autoridades proibiram atividades de apostas relacionadas a eventos políticos, eleitorais, sociais e culturais. A medida afetou operadores de mercados de previsão, incluindo Polymarket e Kalshi, que anteriormente ofereciam contratos vinculados a resultados políticos.

Com as eleições no Brasil se aproximando, as autoridades estão reafirmando regras projetadas para manter a transparência no financiamento de campanhas e garantir que as atividades eleitorais permaneçam dentro dos marcos regulatórios estabelecidos.

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