O maior gestor de ativos do mundo acabou de dizer a todos como é o verdadeiro gargalo para a supremacia da IA. Não são chips, não são talentos, nem mesmo capital. É eletricidade.
O CEO da BlackRock, Larry Fink, tem alertado sobre a agressiva construção de infraestrutura energética da China, argumentando que a rápida implantação de energia nuclear e solar pelo país lhe confere uma vantagem decisiva naquilo que ele chama de “corrida energética da IA”. Segundo Fink, a China está construindo aproximadamente 100 GW de energia nuclear e quase 100 GW de energia solar, um nível de investimento que supera em muito qualquer coisa ocorrendo nos mercados ocidentais.
O gargalo energético que ninguém quer falar
A cifra de 100 GW de energia nuclear sozinha é impressionante. Para contextualizar, toda a frota nuclear dos EUA opera atualmente com cerca de 95 GW de capacidade, construída ao longo de décadas. A China está construindo esse equivalente do zero, e fazendo isso ao mesmo tempo que expande massivamente a energia solar.
Acredito que há uma corrida pela dominância tecnológica. Acredito que, se não investirmos mais, a China vence.
As pressões regulatórias no Ocidente estão piorando as coisas
O Estado de Nova York impôs uma moratória sobre a construção de grandes centros de dados em 15 de julho de 2026, tornando-se o primeiro estado dos EUA a interromper formalmente tais projetos. A decisão foi baseada em preocupações com as limitações da rede elétrica, exatamente o problema que Fink vem alertando.
Fink fez esses pontos em múltiplas aparições, incluindo um podcast com Bret Baier em 12 de março de 2026 e na cobertura da BBC em 25 de março de 2026.
O que isso significa para os investidores
O mercado já está começando a precificar essa dinâmica. Ações de utilidade pública como Constellation Energy, Vistra e NextEra Energy surgiram como nomes-chave na conversa sobre energia para IA.
Moratórias regulatórias, como a de Nova York, podem criar um cenário desigual, no qual alguns estados se tornam centros de energia para IA, enquanto outros efetivamente optam por não participar. Essa fragmentação pode beneficiar utilidades específicas com capacidade em jurisdições mais permissivas, enquanto deixaria outras em situação de inatividade.
